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127 anos depois da escravidão, preconceito resiste

Por Maya Santana

A princesa, aqui em foto tirada em Paris, em 1910, tinha 42 anos quando assinou a Lei Áurea

A princesa, em foto tirada em Paris, em 1910, tinha 42 anos quando assinou a Lei Áurea

Com dois dias de atraso, publico artigo sobre o 127º aniversário da Lei Áurea, que pôs fim à escravidão no Brasil, em 13 de maio de 1888. O artigo é da Folha de São Paulo. Abaixo, você vai ver o vídeo no qual Chico Buarque fala de racismo no Brasil. O neto e a neta do cantor, filhos do casamento de sua filha Sílvia com o cantor Carlinhos Brown, foram vítimas de racismo explícito no Rio de Janeiro.

Leia o artigo e veja o vídeo:

Era 13 de maio de 1888. O imperador dom Pedro 2º estava na Europa, em um tratamento de saúde, quando a princesa Isabel assinou a lei que libertou os negros da escravidão no Brasil. Ele estava longe de sua terra, mas sabia que a filha fazia história naquele dia.

Com 42 anos à época, Isabel havia visto durante toda a vida o sistema de trabalho escravo que o Império brasileiro adotava. O tráfico negreiro, que capturava homens, mulheres e crianças na África e os trazia em navios para o Brasil, estava proibido desde 1831, mas se mantinha mesmo ilegalmente nos tempos em que a princesa nascera.

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Do período em que o país era colônia de Portugal no século 16 (em que se deu a substituição dos índios pelos negros para fazer trabalhos forçados) até depois da independência, no 19, todos os ciclos econômicos utilizaram a mão-de-obra escrava. Seja nas plantações de cana-de-açúcar no Nordeste, na mineração de ouro, em Minas Gerais, ou no início das fazendas de café em São Paulo e no Rio.

Veja depoimento de Chico Buarque sobre o preconceito racial de que foram vítimas os netos do cantor e compositor:

Diante da situação, escravos se rebelavam e fugiam, mas se fossem encontrados, eram levados de volta aos donos e castigados com chicotadas, por exemplo.

Já alguns outros conseguiam comprar a carta de alforria, que significava pagar um valor por sua liberdade. Leia mais em www.folha.com.br

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