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Brasil é o segundo país com menos mulheres na política

Por Maya Santana

Congresso Nacional em Brasília. Só dez em cada 100 parlamentares no Brasil são mulheres (Foto: Getty Images)

Congresso Nacional em Brasília. Só dez em cada 100 parlamentares no Brasil são mulheres (Foto: Getty Images)

Este é um dos dados que mostram como estamos atrasados em relação a outros países. Ocupamos o segundo lugar entre as nações que têm menos mulheres no Congresso. Só perdemos para outro país que, embora muito desenvolvido, consegue ser mais machista do que o nosso: o Japão. Estamos na frente até de países como a Índia (12%), a Rússia (13,6%) e China (23,6%). Na América do Sul, Chile (15,8%) e Colômbia (19,9%) nos deixam para trás. Nas primeiras posições estão Suécia (43,6%), México (42,4%) e África do Sul (42).

Leia o artigo da revista Época:

O empoderamento da mulher ainda não chegou a Brasília. O Brasil tem o segundo percentual feminino mais baixo do mundo em cargos parlamentares, segundo um levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Só 9,9% dos deputados e senadores em exercício no ano de 2015 eram mulheres. E o pior é que o quadro melhora a passos de tartaruga. A taxa feminina 18 anos antes, em 1997, era ligeiramente inferior: 7%.

Isso faz do Brasil o segundo país que mais restringe a chegada de mulheres ao poder político no mundo na pesquisa da OCDE. Dos 44 países medidos, só o Japão tem um percentual mais baixo do que o brasileiro, de 9,5%. Estão à frente países de toda sorte, entre eles os emergentes Índia (12%), Rússia (13,6%) e China (23,6%) e os sul-americanos Chile (15,8%) e Colômbia (19,9%). Não constam no estudo a maior parte das nações africanas e asiáticas. Nas primeiras posições estão Suécia (43,6%), México (42,4%) e África do Sul (42).

O que é mais preocupante é que o Brasil não tem acompanhado a tendência global de inclusão das mulheres na política. A média dos 44 países medidos pela OCDE avançou de 17,1% em 1997 para 28,5% em 2015. A política brasileira não deu nenhuma demonstração de que pôde incluir o público feminino na tomada de decisão pública. Em outras palavras, há no país dez mulheres para cada 100 parlamentares, só três a mais do que 18 anos antes, enquanto o resto do mundo passou de 17 para 28 a cada centena.

A OCDE, nesta terça-feira (8), Dia Internacional da Mulher, voltou a recomendar aos países filiados a ela medidas para incentivar a participação da mulher na vida pública. Uma ideia é implementar cotas para candidatas, uma quantidade mínima no Congresso. Outra é incentivar o financiamento de campanhas para partidos que tenham mulheres em seus quadros. Além de alterações na legislação para que elas tenham direitos iguais, em termos de salários e oportunidades, e horários flexíveis, sobretudo no caso de mães. (Fonte: revista Época)

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