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Uma brasileira restaura obra de Leonardo Da Vinci no Louvre

Por Maya Santana

Tela de São João, que está sendo restaurada no Louvre

Tela de São João Batista, que está sendo restaurada no Louvre por Regina Moreira

Quando li a reportagem da Folha de São Paulo achei fantástica a história da baiana Regina da Costa Pinto Moreira, há mais de 40 anos uma das principais restauradoras do Louvre, em Paris, o museu mais visitado do mundo – mais de 10 milhões de pessoas por ano. A brasileira, considerada uma das mais importantes da França na sua área, já trabalhou na restauração de telas de mestres como Tiziano, Caravaggio, Goya, El Greco, Manet, Rembrandt entre outros. Agora, dedica-se à sua tarefa mais relevante: reparar a tela de São João Batista, do mestre dos mestres, Leonardo Da Vinci. Regina explica que seu trabalho não tem como objetivo devolver o esplendor original da obra: “Tudo envelhece. No podemos rejuvenescer e as obras também não. São como nossas rugas”, explica.

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No maior e mais famoso museu do mundo, uma ala inteira de funcionários se esforça ao máximo para ser invisível. Regina Moreira, que está há mais de 40 anos no departamento de restauro do Louvre, em Paris, lidera esse time.

Regina Moreira trabalha no Louvre como restauradora há 40 anos

Regina Moreira:“Tudo envelhece. No podemos rejuvenescer e as obras também não. São como nossas rugas”

“Um quadro em bom estado não vem parar nas minhas mãos. A preocupação é prolongar a vida da obra”, diz a brasileira, que agora est frente do esforo para reavivar o “São João Batista”, tela do incio do século 16 pintada por Leonardo Da Vinci. “Uns são mais difíceis; outros, mais fáceis. Mas o que fica a memória da pintura, a mensagem.”

Moreira no se esquece dos rostos e paisagens que revigorou ao longo dos anos. De Bellini e Ghirlandaio a Rembrandt, e agora Da Vinci, ela j meteu as mos –de verdade– em boa parte do acervo do Louvre e costuma ser convocada para toda e qualquer operação de risco.

Nos prximos dez meses, tempo que deve durar a interveno plstica na ltima tela do mestre renascentista, a restauradora, mesmo que no goste, estar sob os holofotes, seguida de perto por apoiadores e detratores de mais uma cirurgia em Da Vinci.

“Somos de um mtier de uma grande modstia”, diz Moreira. “A melhor restaurao a que no se v, porque no fomos ns que pintamos esses quadros. Estamos a servio do pintor, vamos interpretar e fazer nosso trabalho de conservao, mas no devemos interferir de maneira que seja visvel.”

Mesmo que, no final, o quadro volte a ver a luz do dia com fôlego renovado, o longo processo na mesa de restauro inspira debates acirrados, em especial no caso de Da Vinci, que tem pouqussimas obras sobreviventes, seis delas no acervo do Louvre.

Há quatro anos, quando o museu parisiense decidiu restaurar uma dessas obras, “A Virgem e o Menino com Santa Ana”, a polêmica foi enorme. Clique aqui para ler mais.

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