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As mais poderosas da França se unem para denunciar o machismo

Por Maya Santana

Dez das 17 mulheres mais poderosas da França, autoras do manfesto

Dez das 17 mulheres, ex-ministras francesas, autoras do manifesto publicado neste domingo

Maya Santana

Às vezes, a gente acha que o machismo só campeia solto aqui no Brasil. Mas não é. Como o mundo é dos homens, ele está em toda parte. Neste domingo, 17 ex-ministras, entre elas a atual diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, assinam um manifesto protestando contra o assédio sexual nos meios políticos franceses.

O problema é tão sério que ganhou o apoio de todas essas mulheres poderosas, filiadas a partidos de esquerda e de direita, unidas pela causa. No manifesto, publicado pelo semanário “ Le Journal de Dimanche”, elas reclamam que sofreram discriminação ao longo de suas carreiras simplesmente por serem do sexo feminino . “Como todas as mulheres que ascenderam a espaços antes exclusivamente masculinos, sofremos e tivemos que lutar contra o sexismo” – afirmam.

Christine Lagarde, diretora do FMI, é uma das que denunciaram o assédio sexual

Christine Lagarde, diretora do FMI, é uma das que denunciaram o assédio sexual

Na semana passada, Denis Baupin, vice presidente da Assembléia Nacional, equivalente a nossa Câmara dos Deputados, em Brasília, teve que renunciar ao cargo, depois de ser acusado por várias mulheres de assédio e agressão sexual. Esse caso envolvendo um político tão importante fez com que as ex-ministras se unissem para denunciar muitos dos políticos franceses pelo seu comportamento machista.

As ex-ministras concluem o documento assim: “Denunciamos sistematicamente todos os comentários sexistas, os gestos fora do lugar, os comportamentos inapropriados. E incentivamos todas as vítimas de assédio sexual a falarem e a denunciarem os atos a justiça.”

Denis Maupin, o deputado que teve de renunciar,  acusado de assédio sexual

Denis Maupin, o deputado que teve de renunciar, acusado de assédio sexual

Aqui no Brasil, o caso mais recente desse tipo de assédio que me vem a cabeça é o do senador José Serra, atual ministro das Relações Exteriores. Durante um jantar na casa de um político, em Brasília, ao dirigir palavras consideradas ofensivas pela então ministra da Agricultura, Kátia Abreu, ela, indignada, não teve dúvida: entornou uma taça de vinho nas vestes do vexado senador.

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