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Idosos buscam alternativas para continuarem morando sozinhos

Por Maya Santana
Ieda Conceição, 67, Roseli  Rodrigues, 74, e Idalin dos Santos, 86, em uma república de Idosos em Santos, SP

Ieda Conceição, 67, Roseli Rodrigues, 74, e Idalin dos Santos, 86, em uma república de Idosos em Santos, SP

Muito bom este artigo de Juliana Cunha, da Folha de São Paulo, sobre como, com a chegada da idade, as pessoas estão encontrando maneiras de manter sua independência quando se trata de moradia. A família desempenha ainda um papel importante no amparo ao idoso hoje. Mas isso vem mudando por causa das profundas transformações pelas quais as sociedades estão passando. Uma delas é a redução no número de filhos.

Leia:

É mais provável que você passe a sua velhice morando sozinho, com amigos ou numa instituição do que na casa dos filhos, como era comum em outras gerações.

Especialistas em envelhecimento dizem que os arranjos do passado – quando os idosos costumavam se mudar para a casa dos filhos no momento em que começavam a precisas de auxílio -, tendem a ficar menos comuns, cedendo espaço para as instituições de longa permanência e para novos arranjos, como as “repúblicas da terceira idade.”

“Hoje, a maior parte dos idosos brasileiros vivem em suas próprias casas. Os que precisam de ajuda ainda têm os filhos c.omo primeira opção, mas essa é uma solução complicada, já que tanto as casas como as famílias diminuíram”, diz Maria Viana Berzins, assistente social do Observatório da Longevidade Humana e do Envelhecimento.

Em seu livro “70Candles! Women Thriving in Their 8th Decade (70 Velas: Mulheres Florescendo em sua Oitava Década, em tradução literal) as pesquisadores Jane Giddan e Ellen Cole aconselham que depois de “certa idade” – embora nem elas arrisquem um palpite para esse número mágico – devemos traçar planos de permanência ou de fuga do ninho, a depender das condições e vontades de cada um.

Nos Estados Unidos, quase 90% das pessoas com mais de 65 anos planejam envelhecer em sua própria casa, mas poucos tomam medidas para isso, como rever a acessibilidade dos cômodos e pensar no que pode ser feito para tornar o lugar seguro, diz Giddan, professora de psiquiatria da Universidade de Toledo.

Para ela, um pouco de planejamento pode prolongar a independência e permitir que as pessoas tomem as rédeas de seu próprio envelhecimento. Ela lista desde reformas e mudanças de bairro até um arsenal tecnológico de aplicativos de celular que compartilham a localização de familiares em tempo real e câmeras de monitoramento doméstico. Clique >aqui para ler mais.

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8 Comentários

ZELIA FERREIRA 1 de setembro de 2017 - 12:32

Quem puder reeveja um documentário GNT vovós do voley muito bom e abre nos pra tempos díficeiss

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marta 8 de outubro de 2016 - 19:36

Muito bom , eu se pudesse tbm gostaria muito de morar a assim, pena q o custo ainda e muito alto.

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Danielle Vitoriano 28 de junho de 2016 - 19:40

Me Chamo Danielle Vitoriano e sou gestora de uma home care (Total Care), muitos idosos preferem viver em suas residências, mais realmente muitas casas não estão adaptadas para se ter um idoso. Como trabalhamos com cuidadores de idosos, que atendem nas próprias residências, tentamos amenizar quaisquer desconforto aos nossos idosos, ficando eles menos tensos por estarem em algum ambiente que lhe causem estranheza.

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virgilio 28 de junho de 2016 - 09:48

Acho que o pulo do gato seria procurar essas associações ou cria-las muito mais cedo, quando ainda temos uma certa vitalidade. Quando?, não sei, mas acho que assim que nos aposentamos, devemos deixar o cenário, deixar mesmo. Uma eco-vila, uma comunidade onde o foco seria a convivência de futuros idosos. Com 65 anos ainda fazemos muitas coisa, dirigimos, viajamos sozinhos, vamos ao banco, supermercado, cinema, namoramos, etc mas 10 anos depois o panorama muda. Acho que assentado, com amizades solidificadas e ajustes que se faz ao longo da vida por uns 10 anos o futuro, se assim podemos dizer seria mais fácil e agradavel.

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laudicenia soares de almeida 22 de maio de 2016 - 22:38

gostaria de saber onde fica essa republica, como funciona, , deve ser bom, obrigado

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laudicenia soares de almeida 9 de outubro de 2016 - 02:31

obrigado por me responder e pela atenção,

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Ana 17 de maio de 2016 - 21:19

Muito interessante. Cada um gerindo seu próprio destino. Novas maneiras de viver.
Mas, no frigir dos ovos, tudo é mais fácil qdo se tem dinheiro. Gastar 20 mil por mês, neste lugar? Só pode ser o paraiso na terra.

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jany cardoso 22 de maio de 2016 - 18:22

Verdade, um paraíso muito caro. Seria bem interessante que alternativas mais acessíveis pudessem ser mostradas no site, também.
Esse é um sonho de consumo que poucas famílias podem proporcionar a seus idosos.

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