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Com mais de 60, eles contam como é se hospedar em albergues

Por Maya Santana

Ivone tem até carteirinha da Federação Internacional de Albergues da Juventude

Ivone tem até carteirinha da Federação Internacional de Albergues da Juventude

Uol

Há anos o pediatra aposentado Francisco Veríssimo Belo Nunes, 65, tomou gosto por viajar sozinho. No Brasil, já passou por Ubatuba, Natal, Arraial do Cabo, Búzios, Ilha Grande, Itacaré, Morro de São Paulo e Salvador. No exterior, também esteve na Colômbia, Peru e Equador. E em todos esses destinos hospedou-se em albergue.

“Para quem está sozinho, o hotel é um ambiente frio. Quanto mais estrelado, mais solitário você se sente. Já o albergue não, é um ambiente participativo. As pessoas se reúnem, riem, contam suas experiências, dividem refeições e passam informações a respeito da região para os outros”, explica.

Algumas vezes por ano, Francisco se separa da esposa Olga para viajar sozinho

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A professora aposentada Ivone Diniz, 68, de tão adepta do meio de hospedagem tornou-se sócia da Federação Internacional de Albergues da Juventude, que oferece descontos em hospedagens credenciadas pelo mundo. “Eu tinha preconceito com albergue, por causa da história de compartilhar banheiro, mas depois descobri que esses locais oferecem até quartos individuais com banheiro privativo”, diz.

A desconfiança inicial de Ivone é comum. Muitos temem os albergues por receio de encontrar quartos e banheiros sujos e bagunçados. Mas esse é um cenário que passa longe dos novos estabelecimentos. Além de decoração moderna, muitos possuem quartos privativos ou dormitórios com capacidade menor, perfeitos para quem viaja em grupos pequenos.

As amigas Angela Maria, Maria Edma e Maria Paganni com Ederson, gerente de albergue

As amigas Angela Maria, Maria Edma e Maria Paganni com Ederson, gerente de albergue

“Já fiquei algumas vezes em quartos coletivos, por falta de acomodação, mas eu prefiro ficar em quarto reservado. Para idosos é mais tranquilo”, diz Nunes. Ivone concorda. “Eu durmo muito pouco e o entra e sai de noite dos quartos coletivos é normal. Por isso, prefiro a privacidade”, diz. Mas ficar em um quarto individual não chega a atrapalhar aquilo que mais atrai Ivone nos albergues que frequenta: a possibilidade de fazer novos amigos. “Conheci muitas pessoas nesses lugares. Inclusive, já recebi amigos da Espanha e Venezuela na minha casa”, diz.

Para a aposentada Maria Edma Pizzol, 64, o melhor da hospedagem é o clima familiar. Ela teve sua primeira experiência em albergue no sul do Brasil, em Gramado, onde se hospedou em um quarto com outras amigas. “Teve um dia que esfriou e minha amiga pegou uma gripe. Preferimos não sair. Em vez disso, compramos pinhão na rua, cozinhamos lá e passamos a noite jogando cartas”, diz. Clique aqui para ler mais.

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