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Kim Basinger, 62 anos: ex-símbolo sexual e milionária arruinada

Por Maya Santana

Aos 62 anos, a atriz dedica a maior parte do tempo à filha, vítima das drogas

Kim Basinger começou a década de 1990 no topo de sua carreira, proprietária de uma cidade inteira, que ela comprou pelo equivalente a quase 70 milhões de reais

Juan Sanguino, El País

Kim Basinger está tremendo. Por um momento parece incapaz de articular uma única palavra. Tem um nó na garganta. A atriz luta para conter o choro e não estragar o momento mais importante de sua carreira. “Oh, meu deus”, consegue dizer. É março de 1998 e a atriz conta com 45 espetaculares anos. Tudo ocorre em pouco tempo, alguns segundos, enquanto recebe seu único Oscar, de melhor coadjuvante, por sua atuação em Los Angeles – Cidade Proibida. Enquanto afirmava ao mundo que os sonhos se tornam realidade, o discurso de Kim foi interrompido por seu marido, Alec Baldwin. O também ator não podia conter sua euforia e gritava em aclamação à sua mulher.

Depois de 10 anos, um divórcio e o equivalente a 13,5 milhões de reais gastos em advogados, os gritos do Alec Baldwin voltaram a protagonizar manchetes, mas, dessa vez, por culpa de uma mensagem onde o ator insultava a filha que teve com Kim, de 13 anos: “Porca ingrata e insensata”. Nesses dois cenários estão os extremos da carreira da Kim Basinger, o ponto mais alto e o mais baixo de uma mulher que personificou o sonho americano, e também o pesadelo. E em várias ocasiões.

Com a filha, Ireland, do casamento com Alec Balwin

Com a filha, Ireland, do casamento com Alec Balwin

Depois do divórcio, Alec Baldwin publicou um livro que retratava sua ex-mulher como um animal frio e implacável que “parece ganhar vida apenas quando está rodeada por seus advogados”

Existem muitas mulheres bonitas no mundo (e em Hollywood não há outra coisa), mas poucas são escolhidas como definição do conceito de mito erótico para toda uma geração. Ava Gardner, Jane Fonda, Kim Basinger,Scarlett Johansson. A geração dos atuais trintões e quarentões aprenderam o significado do termo “sex symbol” porque a imprensa espanhola sempre o utilizava para descrever Kim Basinger (que acaba de estrear em Dois Caras Legais).

Ela, sozinha, devolveu as curvas ao cânone da beleza durante os anos oitenta, primeiro como garota Bond em Nunca Mais Outra Vez (Irvin Keshner, 1983) e depois como a galerista de arte que redescobre sua sexualidade através do sadomasoquismo light e das cerejas com mel em 9 ½ Semanas de Amor (Adrian Lyne, 1986). O nu doméstico não voltou a ser o mesmo. As combinações rasas, as persianas de alumínio e a voz de Joe Cocker tampouco.

Em tempos mais alegres: com o então marido Alec Baldwin

Em tempos mais alegres: com o então marido Alec Baldwin

Um meio termo entre Liv Ullman e Marilyn Monroe, Kim Basinger não fugiu de sua condição de ícone de beleza, pelo contrário, se propôs explorá-la e fazer justiça a toda uma tradição de mitos eróticos 100% norte-americanos. Seu acanhamento sulista (nasceu na Georgia, EUA, há 62 anos), que com o passar do tempo se transformou em agorafobia (medo obsessivo de espaços abertos), não a impediu de ser consciente de sua beleza desde que, aos 16 anos, começou a participar de concursos. Sua família a havia criado para realizar seus sonhos: seu pai era um veterano da Segunda Guerra Mundial que renunciou às suas aspirações musicais para se dedicar às finanças, e sua mãe, uma ex-modelo convertida em dona de casa, dessas que nunca estão desarrumadas. Kim era um mito erótico não só por sua beleza, mas também porque sua magnética fotogenia emanava sensualidade e, como ela mesma se definiu, era, acima de tudo, uma criatura sexual. Clique aqui para ler mais.

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