fbpx

Empresas que cuidam de idosos já faturam R$3 bilhões por ano

Por Maya Santana

Há muitas empresas oferecendo cuidados a preços mais baratos do que a internação em hospitais

Há muitas empresas oferecendo cuidados a preços mais baratos do que a internação em hospitais

Patricia Valle, Revista Exame

Depois de alguns anos operando e dando plantões num hospital em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, na década de 80, os cirurgiões Ari Bolonhezi, Emilio de Fina Junior e José Eduardo Ramão identificaram um problema comum a muitos de seus pacientes.

Passada a cirurgia, eles não precisavam mais de toda a parafernália de um hospital, mas de serviços mais simples, como enfermeiros capazes de medicá-los e camas adaptadas. Fizeram uma pesquisa e descobriram que havia pouquíssimas empresas no Brasil especializadas nesse tipo de assistência, mas que esse era um mercado em expansão nos Estados Unidos.

Os médicos decidiram, então, virar empresários. Com a sobra de caixa do consultório que já tinham, alugaram equipamentos como cadeiras de rodas e balões de oxigênio. Também firmaram um contrato com uma cooperativa de médicos e enfermeiros e fundaram a Home Doctor. Inicialmente, a empresa atendia apenas pacientes em estado mais grave, que precisavam de internação.

Os médicos Bolonhezi e Ramão, da Home Doctor: serviços em 73 cidades

Os médicos Bolonhezi e Ramão, da Home Doctor: serviços em 73 cidades

Hoje também oferece serviços mais light, como acompanhamento psicológico e fisioterapia. A Home Doctor acabou sendo pioneira num setor que agora cresce de forma acelerada no país. Existem cerca de 400 concorrentes, que faturaram ao todo 3 bilhões de reais em 2014.

A Home Doctor é uma das maiores empresas do segmento: está em 73 cidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, além do Distrito Federal, e fatura 200 milhões de reais. “No início, queríamos ficar só em São Paulo, mas os planos de saúde nos procuravam e resolvemos atendê-los”, diz Bolonhezi, de 58 anos.

Essas empresas caíram nas graças dos planos de saúde porque os atendimentos em casa são mais baratos do que em hospitais. “Tivemos uma redução de custos de 60% com essa troca”, diz José Windsor, presidente da operadora de saúde Unimed de Campinas, no interior paulista.

Por isso, apesar de essa não ser uma cobertura obrigatória dos planos, muitos a oferecem — o que ajuda a explicar o crescimento do setor. O preço de uma diária de internação domiciliar varia da média de 1.000 reais à de 5.000 reais, dependendo dos serviços utilizados. Em hospitais, pode chegar ao dobro disso. Clique aqui para ler mais.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

cinco × 3 =