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Eles mostram como envelhecer com saúde e vontade de viver

Por Maya Santana

Maria Auxiliadora de Castilho Prado estuda e faz dezenas de outras atividades que lhe dão prazer, como o pilates

Maria Auxiliadora Prado, 62, estuda e faz várias outras atividades que lhe dão prazer, como o pilates

Nesta reportagem, Lilian Monteiro, do jornal Estado de Minas, faz um verdadeiro guia de como envelhecer com saúde e com garra para viver o que resta da caminhada. Ela entrevista várias pessoas, todas com mais de 60 anos, que reforçam a tese de que realmente é possível se envelhecer com saúde e com pique suficiente para vivenciar novas experiências, enfrentar outros desafios. Acredito nessa tese porque me considero o exemplo de que, se você se cuida, há grande probabilidade de viver bem a velhice. Estou com 65 anos, não tomo qualquer remédio para a pressão ou para o humor. Meu medicamento é o exercício diário. Mais precisamente minhas longas caminhadas matinais. Também presto atenção à alimentação. Muitas outras pessoas fazem o mesmo, como mostra a reportagem.

Leia:

“A alma nasce velha e se torna jovem. Eis a comédia da vida. O corpo nasce jovem e se torna velho. Eis a tragédia da alma”, palavras de Oscar Wilde. Mas cada um pode escolher a idade da sua alma! Livre-arbítrio. Em 1º de outubro celebra-se o Dia Internacional do Idoso, data que não só rende homenagens à sábia maturidade, mas que é um alerta aos mais velhos sobre a importância de se manterem ativos mental e fisicamente, para que a vida, mesmo com o peso da idade, seja saudável, mais leve, independente e colorida.

No último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, a população idosa passou a representar 10,8% do povo brasileiro, ou seja, 20,59 milhões de pessoas têm mais de 60 anos e a estimativa é de que, nos próximos 20 anos, esse número mais que triplique. Portanto, o olhar para os mais velhos, além de ser obrigação das autoridades, instituições e sociedade, é também um compromisso particular que cada um deve assumir. Antes de tudo, ele precisa se gostar, se amar, se cuidar e assumir o primeiro compromisso da vida com ele mesmo.

Para isso, além do seu desejo, tem de acionar canais como os programas de maturidade das universidades, cursos nas áreas de interesse, procurar fazer a atividade física que mais lhe agrada e colocar em prática os sonhos adiados, como aprender a tocar violão, cantar, bordar, costurar, dominar o inglês, pintar, descobrir a filosofia, mergulhar na psicologia, “perder e ganhar” tempo com o que não podia…

De acordo com pesquisa da revista inglesa International Journal of Epidemiology, o envelhecimento populacional é um fenômeno mundial e a cada ano esse processo se torna maior, principalmente nos países em desenvolvimento, podendo ocorrer aumento de até 300% no número de pessoas idosas, especialmente na América Latina. Não há saída, é preciso aprender a envelhecer e aceitar a nova fase da vida da melhor maneira, com os altos e baixos presentes em todos os momentos.

Mente ativa
O querer participar da vida em sociedade, estudar, aprender é uma forma de inclusão e um dos maiores investimentos que cada pessoa deve fazer, como se fosse um presente. Com a idade, claro, os obstáculos são maiores, as limitações se impõem, mas querer resistir e tomar os cuidados para controlar e impedir grandes tropeços, principalmente com a saúde, faz parte do comprometimento que cada um deve ter consigo. Todos conhecem a receita: alimentação saudável, mexer o corpo, controle médico, diversão e mente ativa e produtiva.

O Saúde Plena mostra exemplos de pessoas que encantam e contagiam pelo alto-astral, pela vontade de viver, pelo desejo de aprender, que buscam a felicidade no que têm alcance, mantêm a mente trabalhando e o corpo em movimento. A ideia é que todos se inspirem e, se ficar em dúvida, especialistas dão o aval catedrático: médico, psicanalista e pedagoga. Ana Maria Cordeiro Andrade, coordenadora pedagógica da Supera Savassi, escola que propõe a conquista de uma mente saudável, com mais concentração, raciocínio, memória, criatividade e autoestima, alerta que “a cabeça trabalhando está sempre melhor porque traz prazer, enriquece as sinapses nervosas, aciona o nosso sistema de recompensa diante do sucesso e traz motivação intrínseca para continuar sempre fazendo. Sem falar que aumenta a autoestima”.

Ana Maria ressalta que “exercitar o cérebro não é só para os idosos ou para quem tem falhas de memória. A ginástica cerebral funciona como poupança cognitiva. Se você tem 1 mil e perde 100, perdeu 10%. Se tem 500 e perde 100, são 20%. Ou seja, quanto mais tiver, menos significará a perda. Então, se chegar na velhice com uma boa poupança, a perda, proporcionalmente, vai ser menor. No Supera, os alunos também vão melhorar o foco e a atenção, “que é a porta da memória” e a treinamos muito. Agora, um aspecto específico para os idosos e que chamamos sempre a atenção é que sempre tenham planos, porque o desejo é o que move a vida. Muitos deixam de planejar e isso é um erro. Podem ser pequenos planos, que tragam coisas boas, seja um almoço com os netos, ir ao teatro, ouvir música. A proposta é ficar em movimento e adicionar a recompensa. A cada conquista, a pessoa vai se sentir motivada e seguirá em frente, buscando novos desafios”. clique aqui para ler mais.

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1 Comentários

MaGrace Simão 12 de agosto de 2016 - 17:13

Cheguei a fazer pílates, quando sai de um coma e voltei para casa. Foi ótimo, mas com o decorrer do tempo, gastos com plano de saúde,remédios foram comprometendo meu orçamento. Não tenho mais condições de pagar para fazer exercícios em uma academia ou similar e tento com caminhada diária de meia hora. Inventei alguns outros exercícios para fazer no final da tarde, na minha cama mesmo, onde passo minha vida.Leitura sim, sempre. E já começo meu dia lendo jornal. Afinal depois de tantos anos atuando como jornalista não consigo ficar sem acompanhar o que acontece no País. Coisa nova? Descobri a astronomia há algum tempo e me apaixonei. E “la nave va”, feliz, com bom humor e querendo sempre APRENDER!

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