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Quanto mais tempo seus pais viverem, mais tempo você vai viver

Por Maya Santana

Fernanda Torres, com a mãe, Fernanda Montenegro, que vai completar 87 anos em outubro: exemplo de longevidade

Fernanda Torres e a mãe Fernanda Montenegro – completará 87 anos em outubro

A julgar por este artigo de Miguel Angel Criado, do El País, vou ter uma vida longa. Meus pais viveram bastante: ele, 89 anos, e ela, 87. Estou com 65 anos e, afortunadamente, não tenho qualquer problema de saúde. Mas é claro que não basta ter pais longevos para se viver muito. Mas esse é um estudo muito importante: “Trata-se do maior estudo que mostra que, quanto mais vivem seus pais, mais serão suas chances de chegar aos 60 ou 70 anos com boa saúde”, afirma a pesquisadora Janice Atkins, da escola de Medicina da University of Exeter, no Reino Unido Para ilustrar este post, escolhi as atrizes Fernanda Torres, que fará 51 anos em setembro, e Fernanda Montenegro, 87 anos em outubro: exemplo de longevidade.

Leia:

O fato de uma pessoa viver mais ou menos depende de muitos fatores, como o ambiente, a genética e os hábitos. Mas, se o pais viverem muito tempo, também ajuda. Um estudo com quase 200.000 pessoas mostrou que, quanto mais viveram seus pais, mais eles – os filhos – viveram. Para cada ano a mais de vida, a incidência de algumas doenças (mas não de outras) diminui.

Um grupo de pesquisadores de vários países seguiu as pistas dadas por 186.151 britânicos. Quando começaram o estudo, publicado pelo Journal of the American College of Cardiology, os mais jovens tinham 55 anos, e os mais velhos, 73. Todos eles já tinham perdido seus pais e mães. Então, os pesquisadores perguntaram a eles quantos anos tinham seus pais quando morreram; depois, acompanharam a saúde dos filhos pelos cinco anos seguintes.

Depois desse tempo, os pesquisadores comprovaram que a mortalidade entre aqueles cujos pais viveram mais de 69 anos era 16,5% menor para cada década de vida extra de algum dos progenitores. Embora o consumo de tabaco, o abuso de álcool, a obesidade e o sedenta”Trata-se do maior estudo que mostra que, quanto mais vivem seus pais, mais serão suas chances de chegar aos 60 ou 70 anos com boa saúde”, afirma a pesquisadora Janice Atkins, da escola de Medicina da University of Exeter, no Reino Unido.rismo também tenham sua carga de responsabilidade, quando esses fatores são controlados, a relação das idades entre pais e filhos se mantém.

Esta relação se repete também no sentido contrário. “Constatamos também que os filhos de pais com vida mais curta têm um risco maior de morrer”, acrescenta em mensagem por e-mail. Atkins esclarece, em seguida, que se trata de um estudo que mostra tendências gerais: “Se alguém se expõe aos grandes fatores de risco, isso irá pesar mais em sua saúde do que a idade com que seus pais morreram”, conclui.

A pesquisa também teve foco nas doenças mais frequentes com o passar do tempo. Praticamente todos os casos de doenças cardíacas têm relação com a idade alcançada pelos pais. O alto colesterol, a hipertensão e o risco de infartos, por exemplo, podem diminuir até 20% se pelo menos um dos pais chegou a 80 anos ou mais. Clique aqui para ler mais.

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