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Símbolo do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor completa 85 anos

Por Maya Santana

A estátua de pedra sabão, de 80 metros de  altura, levou cinco anos para ser concluída

A enorme estátua de pedra sabão levou cinco anos para ser concluída

Cristiano Mariano Pombo, Uol

A data de 12 de outubro marca, além das comemorações do Dia da Criança e do Dia de Nossa Senhora Aparecida, o aniversário de um dos ícones do Brasil. No alto do Corcovado, a 710 metros de altura, o Cristo Redentor completa nesta quarta-feira 85 anos de vida.

Feito de pedra-sabão, em estrutura de cimento armado, o Cristo Redentor começou a ser idealizado pelo padre francês Pedro Maria Boss, que, em 1859, viu no Corcovado “o pedestal único no mundo” para homenagear Cristo.

A concepção, entretanto, só vingaria em 1921, quando surgiu a ideia de que o monumento marcasse a comemoração do Centenário da Independência do Brasil, festejado em 1922. Técnicos, porém, consideraram o plano inviável.

Após pressão de mulheres católicas e do Círculo Católico, em 1924 foi retomada a intenção de erguer o Cristo Redentor com recursos angariados em subscrição popular. À época o projeto vencedor foi o do arquiteto Heitor da Silva Costa, com desenho do pintor e gravador Carlos Oswald. O plano todo foi levado por Heitor à Europa e entregue ao escultor polonês Paul Landowski. O projeto arquitetônico coube ao engenheiro Heitor Levy.

O monumento foi erguido  placas de metal vindas  da  França e  cimento  vindo  da Suéciaa

O monumento foi erguido placas de metal vindas da França e cimento vindo da Suéciaa

Iniciada em 1926, a construção do maior símbolo do Rio de Janeiro durou cinco anos, com placas de metal vindas da França e cimento importado da Suécia. A festa da inauguração, em 12 de outubro de 1931, parou a cidade. Na ocasião, o cardeal dom Sebastião Leme benzeu solenemente a estátua, e até o criador do telégrafo sem fio, Guglielmo Marconi (1874-1937), foi acionado para, da Itália, acender os interruptores das lâmpadas que iluminariam o monumento –entretanto o mau tempo impediu.

Iluminação, aliás, que sempre pautou olhares, campanhas, reportagens e visitas de celebridades ao monumento. Em 21 de outubro de 1961, por exemplo, anúncio na capa da Folha mostrava o orgulho de uma empresa ser responsável por sua iluminação.

Contudo, 15 anos depois, a iluminação foi apontada como principal problema, pelo calor e excesso de luz. Então com 45 anos de vida, o Cristo Redentor encontrava-se mal conservado, com uma reforma feitas às pressas e com luzes excessivas, que se tornaram alvo de críticas de especialistas. O fato de a iluminação atrair insetos noturnos, que morriam no local, provocou tanto um desequilíbrio na floresta da Tijuca quanto atrapalhou a visita dos turistas, que pisavam nos insetos mortos e pioravam as precárias condições de limpeza do local.

Tombado em 1937 pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o monumento comemorou 50 anos em 1981, quando, repetindo o ato tentado na inauguração, teve sua iluminação acesa a partir da Itália. Dessa vez, coube ao papa João Paulo 2º acender as luzes do Cristo, ato que foi acompanhado pelo som dos sinos das igrejas do Rio. Clique aqui para ler mais.

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