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Avanços da medicina não farão ser humano viver além de115 anos

Por Maya Santana

Segundo um estudo, o limite natural para a vida humana está em torno dos 115 anos, sendo que, muito eventualmente, alguém pode ultrapassar essa marca

O limite natural para a vida humana, segundo estudo, está em torno dos 115 anos. Muito eventualmente, alguém pode ultrapassar essa marca

Maya Santana, 50emais

Há poucos dias, comentei aqui sobre a teoria de um dos maiores especialistas em longevidade, o britânico Aubrey de Grey, segundo quem, dentro de algumas décadas o ser humano será capaz de viver muito mais, até os mil anos. Fiquei horrorizada com essa possibilidade. Pois bem, agora surge um estudo, publicado na respeitadíssima revista científica Nature, editada na Inglaterra, afirmando que a média de vida das pessoas só em casos raros deve ultrapassar os 115 anos. Ou seja, mesmo com os muitos e respeitáveis avanços da medicina, não conseguiríamos ir muito além disso. Acho essa teoria mais plausível. É dela que trata esse artigo do El País.

Leia:

Ninguém passou tantos dias na Terra quanto Jeanne Louise Calment. Ao morrer, em 4 de agosto de 1997, ela havia completado 122 anos de existência. Desde então, ninguém superou seu feito. E muito dificilmente alguém o fará. Segundo um estudo publicado na edição mais recente da revista Nature, o limite natural para a vida humana está em torno dos 115 anos, sendo que, muito eventualmente, alguém pode ultrapassar essa marca, c segomo Jeanne fez. Além disso, a probabilidade de alguém ultrapassar os 125 anos seria baixíssima.

Principal autor da pesquisa, Jan Vijg, professor da Faculdade de Medicina Albert Einstein, nos Estados Unidos, explica que a análise foi inspirada no caso da francesa supercentenária (termo usado para descrever pessoas que vivem mais de 110 anos). “Nos pareceu estranho que, duas décadas depois de Jeanne Calment morrer, ninguém tenha chegado perto de alcançar sua idade, apesar das melhorias em curso nos cuidados.

médicos e de saúde em geral”, diz.

Em busca de uma resposta, ele e sua equipe passaram a estudar dados de mortalidade de mais de 40 países. notando que as nações mostraram um declínio contínuo nas taxas de mortalidade a partir de 1900. Porém, no grupo das pessoas que atingiam os 100 anos, esse aumento do tempo de vida não acompanhava a tendência geral. “Essa descoberta indica um possível limite para vida humana”, completa Vijg. As análises estatísticas indicam que a probabilidade de alguém superar os 125 anos é menor do que 1 em 10 mil.

Apontar um teto para o tempo de vida dos seres humanos sugere que os avanços da medicina também terão um limite, sendo esse um dos pontos mais polêmicos do estudo. Para alguns especialistas, é impossível prever o impacto de futuras descobertas na área da saúde. Vijg, contudo, acredita que esses achados devem elevar a expectativa de vida média da humanidade, mas não fazer com que pessoas cheguem aos 130, 140, ou 150 anos.

“Os progressos contra as doenças infecciosas e crônicas podem continuar aumentando a expectativa média de vida, mas não nosso tempo máximo. Embora seja concebível que os avanços terapêuticos possam aumentar a longevidade humana para além dos limites já calculados, seria necessário superar as muitas variantes genéticas que parecem determinar coletivamente a existência do homem”, argumenta. Clique aqui para ler mais.

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1 Comentários

Avanços da medicina não farão ser humano viver além de115 anos | JETSS – SITES & BLOGS 31 de outubro de 2016 - 20:22

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