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‘Vamos falar de luto?’ Um projeto para lidar com a dor da perda

Por Maya Santana

Da esq. para a dir., Rita, Mariane, Gisela, Amanda, Fernanda, Cynthia e Sandra Da esq. para a dir., Rita, Mariane, Gisela, Amanda, Fernanda, Cynthia e Sandra, idealizadoras do projeto

Maya Santana, 50emais

Já publiquei este artigo aqui no 50emais. Como vivemos um momento de comoção nacional, com tantos mortos na tragédia do Chapecoense, acho uma hora propícia para postá-lo novamente. Um dos maiores dramas do ser humano é sua dificuldade em lidar com a morte. Fazemos tudo para esquecer a única coisa certa da vida: que somos finitos e vai chegar a nossa hora de sair de cena. Também não sabemos o que fazer com a dor causada pela perda de pessoas queridas. Como assumir o luto? Este artigo, publicado pelo Uol, conta a história desse grupo que se uniu em torno de um projeto – “Vamos Falar sobre o Luto?” -, cujo objetivo é “confortar quem teve a experiência de perda e, ao mesmo tempo, abrir os olhos de quem ainda não passou por isso, para que essa pessoa consiga amparar quem está no processo.”

Leia:

Em um período de um ano, entre 2008 e 2009, a publicitária Mariane Maciel, 38, perdeu a mãe e o namorado. Foi quando percebeu que falar sobre luto ainda é um tabu. Em 2014, reuniu-se com seis amigas que também conviviam com a dor da perda para compartilhar a ideia de criar o projeto “Vamos Falar sobre o Luto?”.

Todas tinham a sensação de que a sociedade ainda não está preparada para lidar com o tema. “Há muito espaço para ser feliz, as redes sociais são prova disso. Quando você fica grávida ou vai comprar um apartamento novo, pode ir atrás de várias revistas e sites sobre o tema. Mas e quando morre alguém, o que você faz?”, questiona Mariane.

As sete amigas passaram a realizar pesquisas e a conversar com especialistas e ainda receberam mais de 170 histórias de pessoas que responderam a seus formulários. Em uma campanha de “crowfunding” (financiamento coletivo) – encerrada em 21 de agosto--, o projeto arrecadou R$ 43.504 para construir uma plataforma de conteúdo, lançada em 12 de janeiro. A iniciativa também tem uma página no Facebook.

“É um espaço para divulgação de textos, cursos, livros, para discutir sobre o tema e mostrar que todos passam pelas mesmas coisas”, diz Mariane.

A psicóloga e publicitária Fernanda Figueiredo, 42, outra integrante do grupo, conta que, quando enfrentou a doença e a morte do pai, em 2010, vítima de câncer, também percebeu que havia muita dificuldade para lidar com a morte. “O objetivo do projeto é confortar quem teve a experiência de perda e, ao mesmo tempo, abrir os olhos de quem ainda não passou por isso, para que essa pessoa consiga amparar quem está no processo.”

A importância de falar sobre o luto

Para a publicitária Amanda Thomaz, 33, que enfrenta a perda do pai, a experiência do luto é muito solitária. “É o momento mais delicado e difícil da vida e, ao mesmo tempo em que existe um intenso barulho interno e um turbilhão de pensamentos e sentimentos, há um grande silêncio externo e a ausência de troca e de referências.” Clique aqui para ler mais.

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