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Com a idade, perda muscular pode prejudicar qualidade de vida

Por Maya Santana

A perda muscular aumenta com a idade e vai interferir na funcionalidade da pessoa

A perda muscular aumenta com a idade e vai interferir na funcionalidade da pessoa

Maya Santana, 50emais

Um dos artigos mais lidos no 50emais trata exatamente de como ganhar massa muscular depois dos 50 anos. Já foi lido por milhares de pessoas. O que acontece é que, com a idade, a pessoa vai perdendo massa muscular e, consequentemente, a força muscular. Se ela não se alimenta adequadamente e não pratica nenhum exercício físico – e há muita gente nessa situação – está caminhando para ter uma velhice sem qualidade de vida, com problemas de saúde que poderiam ter sido evitados. Neste artigo, Mariza Tavares, de O Globo, entrevista um especialista que é bem claro: “Normalmente, no processo do envelhecimento, fala-se muito dos ossos, por causa do risco de fraturas. Mas é indispensável dar a devida importância aos músculos, porque, da mastigação à locomoção, todos os órgãos dependem do seu bom funcionamento.

Leia:

Fragilidade é uma característica que não tem que, necessariamente, estar associada à velhice. Por isso é fundamental combater a perda muscular, que pouca gente conhece pelo nome utilizado pelos médicos: sarcopenia. Esta é uma condição que vai definir a qualidade de vida de cada um. Conversei com o doutor João Toniolo Neto, geriatra com mestrado e doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) sobre o tema:

“Normalmente, no processo do envelhecimento, fala-se muito dos ossos, por causa do risco de fraturas. Mas é indispensável dar a devida importância aos músculos, porque, da mastigação à locomoção, todos os órgãos dependem do seu bom funcionamento”, diz ele. E acrescenta: “a sarcopenia engloba perda de massa muscular, de força muscular e de desempenho, como uma reação em cadeia. Embora as pessoas não tenham uma percepção muito clara do problema, isso vai impactar a qualidade de vida do indivíduo. Pode ser uma dor na coluna, outra no joelho, gerando um comprometimento progressivo, porque o músculo é que segura tudo”.

Pesquisa liderada pelo Núcleo de Estudos Clínicos em Sarcopenia (NECS) da Unifesp, realizada em novembro de 2016, mostrou que apenas 7% diziam ter ouvido falar em sarcopenia, mas 88% sabiam o que significava perda muscular. Um questionário on-line foi respondido por 836 pessoas acima dos 35 anos nas principais cidades brasileiras: 58% eram mulheres e 42% homens, sendo que 50% estavam entre 35 e 49 anos; 30% entre 50 e 64 anos; e 20% acima dos 65. No levantamento, embora os exercícios físicos tenham sido indicados como importantes para a manutenção da saúde (51%), a maioria alegou ser sedentária (22%) ou realizar atividades físicas raramente (38%). Para os que estavam acima dos 50 anos, essas atividades eram cada vez mais raras. No entanto, eles relacionavam a perda muscular a quedas frequentes, fragilidade óssea, caminhada mais lenta e câimbra.

Leia também:
Como ganhar massa muscular depois dos 50 anos

“A perda muscular aumenta com a idade e vai interferir na funcionalidade do paciente. Num estudo realizado com adultos de 40, 60 e 80 anos submetidos a exercícios durante 90 dias, o ganho de massa muscular foi relevante em todas as faixas etárias. Não houve tanta diferença entre elas, ou seja, o ganho de quem tinha 60 foi apenas ligeiramente inferior ao de quem tinha 40. Em seguida, o mesmo grupo ficou inativo durante 90 dias e a perda mais significativa foi a do grupo na faixa dos 80 anos. Por isso o exercício correto e a alimentação balanceada são fundamentais”, afirma o dr. Toniolo. Clique aqui para ver importante gráfico.

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Perda muscular pode comprometer qualidade de vida na velhice | JETSS – SITES & BLOGS 12 de janeiro de 2017 - 11:35

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