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Melania e o tratamento deselegante recebido de Donald Trump

Por Maya Santana

Trump saiu do carro e, sozinho, foi cumprimentar os Obama, deixando Melania para trás

Trump sai do carro sozinho e vai cumprimentar os Obama, deixando Melania para trás

Maya Santana, 50emais

Confesso que, como boa parte do planeta, tenho medo e uma certa ojeriza a Donald Trump. Medo porque, com suas políticas tortas, pode levar o mundo a uma guerra. Ojeriza, pela sua soberba, por ser absolutamente centrado em si mesmo, pelo seu jeito grosseiro de manifestar suas opiniões, seu desprezo pelo imigrantes – num país construído por imigrantes – e sua total insensibilidade quando o assunto é mulher. Por isso, acho que vale a pena ler este artigo de Mariliz Pereira Jorge, publicado pela Folha de São Paulo, com o título “Não se case com um homem que te trate como Trump.”

Leia:

Podemos julgar um homem pela forma como ele trata a sua mulher. E a postura de Donald Trump em relação a Melania deixa poucas dúvidas de que ele seja apenas um sujeito egoísta, mal-educado e autocentrado.

Não é preciso ser muito sensível para notar que, no dia da posse, a atitude de Trump ao desembarcar do carro e não esperar pela mulher para, juntos, irem ao encontro dos Obama, foi no mínimo inadequada. Não é preciso um protocolo específico para que homem ou mulher tratem quem quer que seja com atenção e cordialidade.

Veja a cena aqui:

Vi nas redes sociais desculpas para o comportamento desatencioso que tem sido visto desde que o casal Trump passou a estar sob a mira do público. “Ela estava deslumbrante.” “Não sabemos como é a relação na intimidade.” “Milhares de mulheres queriam estar no lugar dela.”

Nada disso é minimamente aceitável. Melania está sempre deslumbrante, é uma top model. Mas uma top model que, mesmo acostumada aos holofotes, ora parece uma garota assustada, com medo de dizer ou fazer algo errado e ser repreendida pelo pai, ora uma menina com cara de quem acabou de cair do caminhão de mudança e não sabe onde está. O que faria um companheiro atento e sensível? O mínimo para que ela se sentisse amparada e segura.

É verdade que não dá para saber como se relaciona um casal entre quatro paredes, mas o que fica é a forma como se tratam em público. E a mensagem que o casal Trump nos manda não é de um relacionamento harmonioso, mas de uma relação em que o homem manda e a mulher obedece, quando não é simplesmente tratada como algo obsoleto.

Melania disse, numa entrevista, que em 20 anos ela e Trump jamais discutiram. Veja, ou isso é uma tremenda mentira ou só prova que apenas uma voz, uma vontade e uma personalidade fala pelos dois. Casais brigam, porque nem sempre pensam da mesma forma e esses confrontos são necessários em qualquer relacionamento saudável.

Se, de fato, o casal Trump não se desentende, o que Melania confirma é que raramente contraria ou confronta um sujeito que já mostrou o quanto é machista, controlador, dono da verdade e que não se importa com a opinião de ninguém, inclusive a dela.

Melania é apontada por muita gente como uma legítima “trophy wife”. É possível que seja e tenha consciência dessa escolha, que é legítima. Cada mulher deve poder escolher o que acha melhor para si.

Há no mundo dezenas de milhares de aspirantes a Melania e elas parecem dispostas a pagar o preço por uma vida financeiramente confortável, mas sentimentalmente pobre. Haja Rivotril e alta costura para lidar com falta de atenção, de cordialidade, de companheirismo, de educação, e o que dizer de carinho? Mas é uma escolha.

Obviamente esse tipo de barganha não se resume a dinheiro e poder. Há milhares de mulheres profissionalmente e financeiramente independentes, mas reféns das migalhas de atenção em relacionamentos doentes. A maioria de nós já viveu isso.

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