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Intercâmbio depois dos 50 anos: uma boa forma de sacudir a vida

Por Maya Santana

Intercâmbio de pessoas que passaram dos 50 anos é o que mais cresce

Intercâmbio de pessoas que passaram dos 50 anos é o que mais cresce

Maya Santana, 50emais

A crise econômica vem obrigando todo mundo a apertar o cinto. Mas, se você passou dos 50, fez o seu pé de meia ou tem algum dinheiro sobrando, não há melhor investimento do que ir passar uma temporada no exterior, através de um dos muitos intercâmbios para pessoas mais velhas oferecidas pelas agências de viagem. Organize-se. São muitos os países para você escolher assim como opções de cursos. Depende do tempo que você quer passar fora.

Leia este artigo publicado pelo IG:

Se você sempre quis fazer um intercâmbio, mas acha que não tem mais idade, está muito enganado. Pessoas com mais de 50 anos estão fazendo as malas para aprender ou melhorar o idioma em outros países. E, de quebra, ainda conhecem outra cultura e fazem novas amizades.

Estrategicamente localizadas em cidades bem charmosas, as escolas oferecem cursos para diferentes níveis de aprendizado, do básico ao avançado. E combinam passeios guiados para descobrir a cultura de cada lugar além de aulas de história e culinária.

A médica ginecologista Ana Lúcia Sampaio Fernandes, de 67 anos, há muito tempo sonhava em fazer um intercâmbio para aprimorar o inglês. “Eu tinha receio em fazer aulas com adolescentes, que têm idade para serem meus netos. E que muitas vezes não encaram um curso com tanta seriedade”.

Ao saber de programas voltados para a “melhor idade” na escola de intercâmbio BEX, Ana Lúcia não teve dúvidas e embarcou sozinha para Bournemouth, na Inglaterra. “Eu me sentia mais à vontade com pessoas da minha idade. Nós tínhamos os mesmos interesses, e as aulas abordavam temas que fazem parte do nosso universo”.

Falar português? Nem pensar. Na classe de 12 alunos, Ana Lúcia era a única brasileira. Havia alemães, suíços, japoneses, espanhóis, poloneses… O jeito foi destravar a língua para se comunicar.

Além disso, os cursos são mais culturais. À tarde, o professor acompanhava os alunos em passeios pelas cidades vizinhas, verdadeiras aulas práticas onde explicava a história dos locais e monumentos. “Eu já havia viajado para Londres três vezes. Mas o interior da Inglaterra é lindo e sem toda aquela agitação. Conhecemos Stratford-upon-Avon onde Shakespeare nasceu e os lindos castelos de Christchurch. Foi muito divertido”.

Na bagagem, Ana trouxe ótimas lembranças e boas amizades que mantêm até hoje em trocas de e-mails. E também um sotaquezinho britânico. Clique aqui para ler mais.

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1 Comentários

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Aurita B. Mugnaini 2 de fevereiro de 2017 - 14:57

Que interessante esse texto. Há muito tempo venho pensando em fazer algo parecido. Vou buscar mais informações. Muito obrigada !

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