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Deixem-me envelhecer

Por Maya Santana

Deixem-me envelhecer sem compromissos e cobranças. Sem a obrigação de parecer jovem e ser bonita para alguém

Deixem-me envelhecer sem compromissos e cobranças. Sem a obrigação de parecer jovem e ser bonita para alguém

Maya Santana, 50emais

Tomei conhecimento deste ´poema através da minha amiga Carla Buschini, uma das mulheres 50emais que nos dão a alegria de acompanhar o nosso trabalho aqui no blog. Do poema, simples e bonito, tenho duas observações a fazer. A primeira delas refere-se a sua autoria. Em muitos sites e blog pesquisados, a autora aparece como sendo Silvana Freygang, psicanalista, que mora em Santa Catarina, autora de textos também interessantes. Mas a pessoa que realmente escreveu “Deixem-me envelhecer”, título original, é Conchita Weber, brasileira do Maranhão, autora de vários livros, que vive há mais de duas décadas na Alemanha.

Na página de Conchita no Facebook (https://www.facebook.com/concita.weber), há um vídeo do ator Robson Moreira interpretando o poema. E ela escreve: “Queridos amigos, apresento-lhes mais um vídeo de meu poema Deixem-me Envelhecer. Ele foi um presente que ganhei de meu querido amigo Robson Moreira. Adorei a interpretação e a originalidade.” Isso acaba com qualquer dúvida sobre a autoria do poema. A internet tem dessas. Não dá para confiar.

A minha segunda observação tem a ver com o final do poema, no qual a autora menciona a expressão “ser feliz.” Feliz, felicidade – estado da alma extremo e raro. No lugar de ser feliz, tão utópico, por que não: satisfeita, contente, alegre, animada, jubilosa, exultante, risonha, radiante, sorridente?…

Leia o poema:

Deixem-me envelhecer sem compromissos e cobranças,

Sem a obrigação de parecer jovem e ser bonita para alguém,

Quero ao meu lado quem me entenda e me ame como eu sou,

Um amor para dividirmos tropeços desta nossa última jornada,

Quero envelhecer com dignidade, com sabedoria e esperança,

Amar minha vida, agradecer pelos dias que ainda me restam,

Eu não quero perder meu tempo precioso com aventuras,

Paixões perniciosas que nada acrescentam e nada valem.

Deixem-me envelhecer com sanidade e discernimento,

Com a certeza que cumpri meus deveres e minha missão,

Quero aproveitar essa paz merecida para descansar e refletir,
Ter amigos para compartilharmos
experiências, conhecimentos,

Quero envelhecer sem temer as rugas e meus cabelos brancos,

Sem frustrações, terminar a etapa final desta minha existência,

Não quero me deixar levar por aparências e vaidades bobas,

Nem me envolver com relações que vão me fazer infeliz.

Deixem-me envelhecer, aceitar a velhice com suas mazelas,

Ter a certeza que minha luta não foi em vão: teve um sentido,

Quero envelhecer sem temer a morte e ter medo da despedida,

Acreditar que a velhice é o retorno de uma viagem, não é o fim,

Não quero ser um exemplo, quero dar um sentido ao meu viver,

Ter serenidade, um sono tranquilo e andar de cabeça erguida,

Fazer somente o que eu gosto, com a sensação de liberdade,

Quero saber envelhecer, ser uma velha consciente e feliz!!!

Veja o poema declamado por Sérvulo Augusto:

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2 Comentários

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MaGrace Simão 1 de junho de 2017 - 15:30

Quero continuar envelhecendo, prenhe da minha rica e amada solidão, minha maior amiga. E foi através dela que consegui ser FELIZ. Felicidade é sim possível, só não pode confundi-la com alegria, satisfação momentânea que o consumo promete e entrega por instantes imbecis. Não vou definir o que é e nem pretendo ensinar a ninguém como alcançá-la. E como diz a autora, envelhecer em paz!

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Deixem-me envelhecer | JETSS – SITES & BLOGS 31 de maio de 2017 - 15:01

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