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57% dos brasileiros não se preparam para a aposentadoria

Por Maya Santana

Pela pesquisa, muita gente vai ter que enfrentar queda no padrão de vida

Quem não se prepara sofre queda no padrão de vida depois de aposentado

Se me perguntassem qual o único conselho que eu, como aposentada, daria a uma pessoa que ainda não se aposentou, diria sem pestanejar: prepare-se financeiramente para a nova vida que vai começar no dia em que você se aposentar. É preciso fazer tudo para garantir que o seu padrão de vida não vai cair. Vou dizer o óbvio: não dá para viver só com o que o INSS paga. É muito pouco, mesmo se você receber o máximo. E, com o passar do tempo, vai ficando menos ainda, porque o salário dos aposentados não é reajustado como deveria. Os dados desse artigo de Danielle Brant para a Folha de São Paulo mostram que a maioria das pessoas não está levando isso a sério. Certamente, sofrerão as terríveis consequências exatamente nessa que é a última etapa da vida.

Leia o artigo:

O brasileiro não planeja a aposentadoria. Segundo levantamento do SPC Brasil, 57% dos consumidores não se preparam financeiramente para essa fase. Desse universo, 17% pretendem depender do valor pago pelo INSS na terceira idade. Os dados são de pesquisa realizada com 662 entrevistados nas 26 capitais brasileiras e no DF.

Para Thiago Alvarez, sócio do site de finanças pessoais GuiaBolso, o resultado preocupa, principalmente no que diz respeito a quem pretende depender do INSS. Como o valor da aposentadoria geralmente é menor que o último salário, muitas pessoas podem ter dificuldade para manter o padrão de vida.

“Aí a única coisa que resta é cortar gastos. Ou essas pessoas correm o risco de encarar o endividamento”, ressalta. Para evitar surpresas, o planejamento financeiro é fundamental. “É preciso ter uma reserva financeira separada da familiar. Se ficar no mesmo bolo, o consumidor pode ficar tentado a tirar o dinheiro do bolo para comprar um carro ou a gastar”, afirma Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil.

Uma dica é colocar o dinheiro em aplicações nas quais seja mais difícil resgatar o montante, como o Tesouro Direto ou a previdência privada. Esses investimentos também são interessantes porque podem ter aportes programados. “Tem que ter disciplina. Juntar R$ 50 ao mês aos 20 anos faz uma grande diferença depois de 40 anos”, ressalta Kawauti.

No Tesouro Direto, é preciso tomar cuidado na escolha do título público. Como o foco é longo prazo, o investidor pode optar por um papel do tipo Tesouro IPCA mais juros semestrais, que paga uma taxa prefixada e a inflação. Há vencimentos até 2050.

Na previdência privada, as atenções devem se voltar às taxas, que podem corroer até 30% dos ganhos. Quanto maior for o montante aplicado, menor deve ser a taxa.

No início da fase de acumulação, faz sentido fazer também investimentos em Bolsa, pois a chance de recuperar um eventual prejuízo no mercado acionário é maior.

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