A aposentadoria da geração que vai viver 100 anos

Por Maya Santana
É preciso planejar a vida financeira para depois da aposentadoria

É fundamental planejar a vida financeira para depois da aposentadoria

Mais de metade dos bebês nascidos hoje poderá viver até mais de 100 anos, de  acordo com o Birô do Censo dos EUA, cujas previsões sugerem que o número de  americanos com mais de 65 anos dobrará, para 80 milhões em 2040. Assim, não é de  admirar que Laura Carstensen, diretora do Centro de Stanford para Longevidade,  está em alta demanda por parte de executivos de empresas de serviços  financeiros, como a Fidelity Investments, Prudential Financial Inc e Bank of  America Corp Merrill Lynch para prestação de serviços de consultoria sobre como  ajudar uma clientela em envelhecimento.

Carstensen, uma psicóloga social, está ajudando a reformular não apenas em  termos de planejamento financeiro de longo prazo como também de carreiras,  moradia e até mesmo a Seguridade Social para os americanos mais idosos. A missão  não é fácil. Várias pesquisas recentes da AARP determinaram que apenas pouco  mais de metade dos americanos com idade superior a 45 anos está confiante em ter  poupado o suficiente para cobrir suas despesas de subsistência e com assistência  médica quando estiverem aposentados. A Reuters conversou com Carstensen sobre  como fazer com que mais pessoas comecem a pensar no planejamento de sua  aposentadoria:

Por onde e quando as pessoas deveriam começar?

Laura Carstensen: Eu exortaria as pessoas com menos de 40  anos a simplesmente fazer alguma coisa, mas quase nem importa o quê. Abra uma  conta, coloque um pouco de dinheiro e comece assim. Após os 45 anos é quando  devemos começar a nos cuidar.

Em 2003, você cunhou o termo “o efeito positividade”, um fenômeno que sugere  que quanto mais velhas as pessoas ficam, mais elas tendem a concentrar-se em  informações positivas. O problema é que elas podem ignorar detalhes cruciais,  mas espinhosos, tornando-se, às vezes, vulneráveis a golpes.

Laura: O efeito mais pronunciado se revela no processamento  casual de informações. Você está andando pela rua e vê as flores bonitas, em vez  das rachaduras na calçada. Mas se você parar e fizer uma revisão cuidadosa de  determinadas informações, o efeito tende a desaparecer. O que mais me preocupa é  que isso pode impedir as pessoas de, para início de conversa, tomar decisões  financeiras.

Sua pesquisa também se concentra em como as emoções toldam nosso  discernimento ao tomarmos decisões de longo prazo. Quais são os obstáculos às  boas práticas?

Laura: Nós precisamos planejar décadas à frente, e os seres  humanos não são, de modo algum, pré-programados para isso. Todo mundo deveria  estar pensando, e começando a dizer a seus amigos e familiares: “Nessa idade, eu  deveria ter dado esse passo para preparar-me para a aposentadoria ou deveria ter  investido xis”. No fundo, as pessoas querem se conformar. Leia mais em valor.com.br

 


CONTEÚDO PUBLICITÁRIO

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário





Utilizamos cookies essenciais de acordo com a nossa Política de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Aceitar Leia mais