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A Arca de Vinicius de Moraes

Por Maya Santana

O saudoso artista completaria 100 anos em outubro próximo

O saudoso artista carioca completaria 100 anos em outubro próximo

Vinicius de Moraes completa 100 anos de nascimento em outubro e múltiplos  lançamentos já estão no forno para lembrar a data. No mercado editorial estão  programados três livros: a Nova Fronteira reunirá as obras completas do poetinha  num único volume; já a Companhia das Letras prepara duas coletâneas, uma de  crônicas e outra de textos inéditos e raros.

Em disco, pelos menos dois tributos  são aguardados. Uma homenagem do parceiro Toquinho sai pela Sony Music e Caetano  Veloso é um dos nomes certos para outro projeto, cujos detalhes ainda não foram  divulgados (Caetano gravou a faixa “O Leão”).

Este box-set “A Bênção, Vinicius – A Arca do Poeta” chega na frente,  embalando 18 álbuns oficiais e uma compilação dividida em dois volumes – a  autoexplicativa “Vários Artistas Cantam Vinicius de Moraes”. Não se trata da  discografia integral de Vinicius: foram omitidos, por exemplos, os álbuns que o  compositor gravou com Toquinho pela RGE. Títulos emblemáticos, essenciais, não  faltam na coleção, entretanto.

“Músicas de Orfeu da Conceição” (1956) é a trilha do espetáculo que deu  origem ao filme “Orfeu Negro”, originalmente montado em 1954. O disco trazia  Luiz Bonfá no violão e o cantor Roberto Paiva, que canta cinco das sete canções  (“Se Todos Fossem Iguais a Você” e “Lamento no Morro”, entre elas). Mas é  Antônio Carlos Jobim o grande destaque dos créditos. Responsável pelos arranjos  e regência, o maestro então inaugurava em LP sua lendária parceria com  Vinicius. Cocreditado a Baden Powell, “Os Afro-Sambas” (1966) é amplamente reconhecido  como um divisor de águas da MPB.

O título cunhou um novo gênero musical, fruto  das explorações da dupla sobre cantos e ritmos do candomblé e umbanda – Vinicius  e o mestre violonista chegaram a viajar à Bahia para estudar de perto tais  tradições. “Canto de Ossanha” se tornaria um standard brasileiro, regravado por  Elis Regina, Astrud Gilberto, Joyce, Chico Buarque, entre outros. No álbum, a  faixa é interpretada pela atriz Betty Faria.  Leia mais em valor.com.br

Para você que, como eu, é fã de Vinicius, este belo documentário:

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