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A atriz mais respeitada de Hollywood e sua luta por igualdade

Por Maya Santana

Merryl Streep, 66,

Merryl Streep, 66, sai em defesa da igualdade de salários para atores e atrizes

Rocio Ayuso, El País

Se existe uma coisa que Meryl Streep adora fazer é tirar a importância de seus feitos. Suas realizações, sua carreira, sua vida. Não há uma atriz que não confesse sua adoração por Streep, a intérprete cuja carreira gostariam de imitar. Não existe prêmio que não tenha vencido, indicada ao Oscar 19 vezes –o que a torna a intérprete, sem diferença de gênero, com o maior número de candidaturas–, que recebeu por Kramer vs. Kramer (1979), A Escolha de Sofia (1982) e A Dama de Ferro (2011). Ama o que faz e faz o que ama, essa tem sido a sua filosofia desde que começou no cinema nos anos 1970. Mas nunca será ela a subir em um pedestal ou a permitir que outros a coloquem lá. “Para isso tenho meus filhos, para me lembrar todas as manhãs quem eu sou”, afirma, pontuando suas palavras com uma risada fácil.

Se alguém fala sobre seus grandes papéis, ela menciona as piores experiências de sua carreira e cita Na Calada da Noite (1982) e A Morte Lhe Cai Bem (1992). Se seu interlocutor elogia seu compromisso com a solidariedade, a atriz responde o quanto ainda tem de trabalhar. “É o ruim de tentar fazer algo de bom. Nunca acaba. Nunca se consegue solucionar os problemas. Ajuda, mas você não resolve, um trabalho interminável”, diz de seu trabalho social, sobre o qual prefere não entrar em detalhes.

Mas se há algo de que se orgulha é de ser uma das vozes mais claras em favor da igualdade de gênero, dentro e fora de Hollywood. Uma igualdade da qual desfruta, mas que busca para todas. E é esse desejo que a levou a interpretar um pequeno papel em As Sufragistas, filme de Sarah Gavron que deixa claro que dois minutos com Streep são muito mais intensos do que um filme inteiro protagonizado por outras estrelas.

“Temos visto muitos filmes sobre a defesa dos direitos humanos, a igualdade social e racial, mas nada como esse”, diz a atriz para defender um filme centrado, como o próprio título diz, no movimento sufragista do início do século XX na Inglaterra. “É um filme de época, mas se olharmos para as diferenças de salário e de tratamento que existem hoje entre os gêneros, ninguém negará que a história é moderna”, afirma aquela que foi a primeira a se levantar para aplaudir o discurso em favor da igualdade feito pela atriz Patricia Arquette na última cerimônia do Oscar ao receber uma estatueta. Clique aqui para ler mais.

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