A batalha da medicina antienvelhecimento no Brasil

Por Maya Santana

Jeffry Life, 74 anos, médico americano ícone deste tipo de medicina

Desde a publicação de uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que proíbe a prática da chamada medicina antienvelhecimento no Brasil, no dia 19 de outubro, a discussão sobre a terapia de reposição hormonal ganhou força. Está vetada a prescrição de qualquer tipo de hormônio ou outras substâncias com finalidade de reduzir os efeitos do envelhecimento. A terapia hormonal é permitida apenas em caso de deficiência comprovada da substância e os médicos que não seguirem a resolução estão sujeitos a punições. De acordo com o relatório do CFM, uma revisão dos estudos publicados sobre o assunto nos últimos seis anos concluiu que “encontram-se evidências claras de riscos e prejuízos à saúde e nenhuma ou pouca evidência de benefícios para a capacidade funcional, qualidade de vida, cognição e para prevenir doenças crônicas associadas à idade”.

A resolução causou descontentamento em parte da classe médica, seja praticante ou simpatizante dessa técnica. Foi nesse cenário que o médico americano Jeffry Life, ícone da medicina antienvelhecimento, voltou ao Brasil promover um evento sobre o assunto, no dia 21 de outubro, em um luxuoso hotel de São Paulo.

No Brasil, está vedado o uso de hormônio nessa terapia

Aos 59 anos, Dr. Life tinha problemas cardíacos e estava acima do peso. A mudança em sua vida teve início quando ele resolveu participar de um concurso chamado Body for Life, destinado a pessoas que desejavam transformar seu corpo e estilo de vida em apenas 12 semanas. Ele entrou em uma dieta rigorosa e num elaborado programa de exercícios e, em 1998, aos 60 anos, se tornou o vencedor do concurso.

Satisfeito com a mudança em seu estilo de vida, o médico continuou a rotina de dieta e exercícios, mas aos 63 anos, percebeu que os efeitos alcançados já não eram os mesmos. Jeffry decidiu então adicionar um tratamento com suplementação hormonal a sua rotina e, segundo ele, os resultados foram ainda melhores.

Life se tornou uma espécie de ícone do antienvelhecimento. Suas fotos de “antes e depois”, sem camisa, aos 59 anos e, atualmente, aos 74, aparecem em diversos programas de televisão e matérias de jornal. “Eu sinto que me tornei um exemplo vivo do que os homens podem fazer para manter a qualidade de vida, evitar doenças. Considero isso uma grande responsabilidade, porque impacta na saúde e bem estar de milhões de pessoas nos Estados Unidos e outros países, como o Brasil, apenas por mostrar às pessoas o que eu posso fazer, por ser um exemplo”, disse Life ao site de VEJA. Leia mais em www.veja.com.br


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