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A boa vida e a velhice

Por Maya Santana
Em 2050, quase um terço da população brasileira terá mais de 60 anos

Em 2050, quase um terço da população brasileira terá mais de 60 anos

Carolina Derivi, Planeta Sustentável

Uma das entrevistas mais interessantes que já fiz na vida foi com Jorge Félix, autor do livro Viver Muito: outras ideias sobre envelhecer bem no século XXI (e como isso afeta a economia e o seu futuro). Já faz algum tempo, mas lembrei dela porque funciona como excelente adendo ao meu post sobre trabalhar menos e o que significa isso no contexto da sustentabilidade.

O envelhecimento populacional é geralmente tratado com contornos cataclísmicos. Lá vem a bomba! Para se ter uma ideia, segundo projeção do Banco Mundial, o Brasil de 2050 terá 64 milhões de idosos, ou quase um terço do total de brasileiros. Essa proporção é maior do que a verificada no Japão, atualmente o país mais envelhecido do mundo.

Daí que esse futuro apavora as pessoas. A previdência vai quebrar! Quem vai dar conta de sustentar todos esses dependentes? O que será do sistema de saúde, meu Deus? Félix é um dos poucos caras com olhar de oportunidade para a nova demografia. Embora reconheça que os riscos de uma velhice mais difícil e mais cara são maiores para a minha geração, ele entende que isso vai requerer uma adaptação positiva, capaz de beneficiar pessoas em todas as idades.

A palavra-chave aqui é qualidade de vida, do discurso à prática. Uma transição inevitável da nova demografia é dissociar definitivamente a idade da dependência, física ou financeira. O único jeito de manter essa barca Brasil nos eixos é dar condições para que as pessoas possam ser ativas por muito mais tempo. Já que eu tenho que trabalhar até os 80 anos, a quem interessa que eu tenha uma úlcera antes dos 40, ou um ataque do coração, de tanto trabalhar? Interessa ao governo que vai arcar com as minhas despesas de saúde caso eu não possa fazê-lo por mim mesma? Interessa às empresas num cenário de baixa disponibilidade de mão de obra qualificada? Interessa à economia? Não mesmo. Clique aqui para ler mais.

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1 Comentários

Elida Rocha 16 de julho de 2015 - 11:37

sejamos felizes

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