fbpx

A extraordinária Nina Simone completaria 81 anos

Por Maya Santana

A cantora, que  morreu aos 70 anos, parecia uma rainha egípcia

A cantora, que morreu aos 70 anos, parecia uma rainha egípcia

A extraordinária Nina Simone teria completado nesta sexta, 21 de fevereiro, 81 anos. Eunice Kathleen Waymon era como se chamava até os 20 anos, quando adotou o nome artístico. Conhecida pelo gênio forte e o gosto pelo whisky, Nina sofreu profundamente com o racismo, contra o qual lutou a vida inteira. Magoada com seu país, os Estados Unidos, mudou-se para a França. Nunca desistiu da luta. E tornou-se uma lenda. Morreu dormindo em sua casa, em Carry-le-Rouet, na Côte d’Azur, pouco tempo depois de ter completado 70 anos.

Conheça mais da vida desta mulher única, neste ótimo artigo do Blog do Grings:

Sam Shepard faz homenagem a cantora em “Crônicas de Motel”. Cantora, compositora e pianista, Nina foi um exemplo de dedicação e superação diante da indústria musical dominada por brancos. Sua voz roía o ar. Sua presença cênica era única. Ativista, Nina cantou durante o enterro de Martin Luther King. Casou com um policial que tinha um hobby: espanca-la. Passeou pelo folk, blues, jazz, soul, adorava reinventar clássicos do pop com suas interpretações únicas.

Morreu dormindo, faz onze anos. Viverá para sempre nos toca-discos. Lembrei das paginas 95 e 96 “Crônicas de Motel”, de Sam Shepard, livro publicado no Brasil em 1984. Lá ele conta uma historinha curiosa no tempo que trabalhava como garçom, e relata como foi despedido depois de entrar em transe ao ouvir a voz da cantora.

Naquele tempo, costumava levar gelo à Nina Simone. Era sempre simpática comigo. Tratava-me sempre por Queriiido. Levava-lhe uma bandeja cinzenta de plástico cheia de gelo, para ela pôr no Whisky.

Ela despia a peruca loura e a atirava no chão. Embaixo, seu cabelo real era curto como o de um cordeiro preto tosado. Tirava as pestanas e as grudava no espelho. As pálpebras eram salientes. Pintava-as de azul. Faziam-me sempre pensar numa dessas rainhas egípcias, como as que eu tinha visto na National Geographic.

A sua pele era brilhante e úmida. Enrolava uma toalha azul ao redor do pescoço e depois inclinava-se para a frente, descansando os cotovelos sobre os joelhos. O suor escorria pelo seu rosto e pingava no piso de concreto vermelho, entre os seus pés. Clique aqui para ler mais.

Notícias Relacionadas

Deixe seu comentário