A gloriosa, turbulenta e inesquecível década de 60

Por Maya Santana

Uma família assistindo TV em um aparelho típico da época

Podemos dizer que a década de 60, seguramente, não foi uma, foram duas décadas. A primeira, de 1960 a 1965, marcada por um sabor de inocência e até de lirismo nas manifestações sócio-culturais, e no âmbito da política é evidente o idealismo e o entusiasmo no espírito de luta do povo.

Os Beatles, maior banda pop de todos os tempos, nasceram lá

A segunda, de 1966 a 1968 (porque 1969 já apresenta o estado de espírito que definiria os anos 70), em um tom mais ácido, revela as experiências com drogas, a perda da inocência, a revolução sexual e os protestos juvenis contra a ameaça de endurecimento dos governos.

Twiggy, a magérrima modelo inglesa,símbolo da moda na época

É ilustrativo que os Beatles, banda que existiu durante toda a década de 60, tenha trocado as doces melodias de seus primeiros discos pela excentricidade psicodélica, incluindo orquestras, letras surreais e guitarras distorcidas. “I want to hold your hand” é o espírito da primeira metade dos anos 60. “A day in the life”, o espírito da segunda metade.

O extraordinário Elvis Presley, com seus requebros sensuais

Nesta época teve início uma grande revolução comportamental como o surgimento do feminismo e os movimentos civis em favor dos negros e homossexuais. O Papa João XXIII abre o Concílio Vaticano II e revoluciona a Igreja Católica. Ocorre também a Revolução Cubana na América Latina, levando Fidel Castro ao poder. O Brasil mergulha nas trevas da ditadura militar.

Fidel e Guevara após a vitória da revolução cubana de 1959

Surgem movimentos de comportamento como os hippies, com seus protestos contrários à Guerra Fria e à Guerra do Vietnã e o racionalismo. Esse movimento foi também  chamado de contracultura. Veja que fantásticas estas fotos da década:


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4 Comentários

Dante lua 3 de agosto de 2017 - 17:49

Não creio que o periodo militar tenha sido de trevas. Ele impediu que nos tornasse-mos um Cuba.

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Carlos 14 de abril de 2014 - 22:05

Que Década bonita, apesar de ter nascido em 1971, muito legal, inesquecivel, que saudades´!

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J. Fernando 23 de outubro de 2012 - 00:08

Q viagem, Maya… Me fez relembrar alguns filmes e documentários, até q a ascenção do Reagan iniciou a derrocada até hoje… Blow Up, Como Era Gostoso Meu Francês, Hearts & Minds, mais tarde Annie Hall & contrastando c o recente do Woody Allen, o magico Midnight In Paris, outra verdadeira viagem… Há q voltar novamente a influencia européia sobre uóshito…
Vc viu os -comentários- dos leitores, da reportagem/crônica Yummy Mummies no The Guardian?! Atitude, pô, de alguns.
Obrigado
J

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ana maria 22 de outubro de 2012 - 17:19

Eu diria que sou uma digna representante da década de 60, principalmente da segunda metade. Saí inteira do sexo, drogas and rock and roll

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