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Dor, rigidez, dificuldade para caminhar e limitação dos movimentos fazem parte da rotina de muitas pessoas com artrose ou artrite. Com o envelhecimento da população, esses problemas se tornam ainda mais frequentes e podem comprometer a autonomia e a qualidade de vida. Mas existe uma recomendação que costuma surpreender quem sofre com dores nas articulações: movimentar-se é parte importante do tratamento.
A artrose é a forma mais comum de artrite. Ela ocorre quando os tecidos das articulações sofrem desgaste, provocando principalmente dor, rigidez e perda de mobilidade. Apesar de ser mais frequente a partir dos 45 anos, não deve ser considerada uma consequência inevitável do envelhecimento.
Já a artrite pode ter diferentes causas. Na artrite reumatoide, por exemplo, existe uma doença inflamatória crônica que pode atingir várias articulações e outras partes do organismo. Por isso, o tratamento precisa ser acompanhado por profissionais de saúde e, quando necessário, incluir medicamentos específicos.
Exercício essencial
Em ambos os casos, porém, o exercício pode fazer uma grande diferença. Para quem tem artrose, a atividade física regular pode diminuir a dor, melhorar a função das articulações, aumentar a força muscular e, assim, melhorar a qualidade de vida.
O movimento também ajuda a combater um dos grandes problemas provocados pelas dores: o sedentarismo. Quando a pessoa sente dor, tende a se movimentar menos. Com isso, perde força muscular, resistência e mobilidade, podendo entrar em um círculo vicioso de mais inatividade e mais dificuldade para realizar tarefas simples.
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Na artrite reumatoide, a recomendação é igualmente clara. O American College of Rheumatology recomenda fortemente a prática regular de exercícios como parte do tratamento, associada às terapias médicas indicadas para controlar a doença. Exercícios aeróbicos, aquáticos, de fortalecimento e algumas atividades mente-corpo podem ser utilizados de acordo com as condições e preferências de cada pessoa.
Caminhada, bicicleta, hidroginástica
Para quem tem dores ou limitações articulares, é importante escolher atividades que causem pouco impacto e sejam adaptadas às condições individuais. Caminhada, bicicleta, hidroginástica, natação, tai chi e exercícios de fortalecimento podem ser boas opções.
O fortalecimento muscular merece atenção especial. Músculos mais fortes ajudam a sustentar e proteger as articulações, além de facilitar atividades cotidianas como levantar da cadeira, subir escadas, carregar objetos e caminhar.
Para pessoas com 65 anos ou mais, a atividade física deve incluir também exercícios de equilíbrio, importantes para preservar a independência e reduzir o risco de quedas. As recomendações gerais indicam, quando as condições de saúde permitem, pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, além de exercícios de fortalecimento em pelo menos dois dias da semana.
Trabalhar, viajar, brincar com os netos
Quem está parado há muito tempo não precisa começar com meia hora de exercício. Cinco ou dez minutos já podem ser um começo. O importante é aumentar a duração e a intensidade gradualmente, respeitando os limites do corpo.
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Outro mito que precisa ser combatido é o de que exercício necessariamente desgasta ainda mais as articulações. Quando realizado de maneira adequada, o exercício não costuma piorar a artrose e pode melhorar dor, capacidade funcional e qualidade de vida.
Isso não significa ignorar a dor. Se os sintomas forem intensos, persistentes ou piorarem com a atividade, é importante procurar orientação médica. Fisioterapeutas e outros profissionais qualificados podem ajudar a escolher os exercícios mais adequados, especialmente quando existem deformidades, limitações importantes ou outras doenças.
Para quem envelhece, cuidar das articulações não significa apenas controlar a dor. Significa também manter a capacidade de andar, levantar, trabalhar, viajar, brincar com os netos e realizar as atividades que dão sentido à vida. E, nesse aspecto, o exercício é um dos aliados mais importantes.
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