A modelo que levou o vitiligo para as passarelas

Por Maya Santana
A inspiradora história de

A inspiradora história de Chantelle Brown-Young

A história dessa modelo canadense é fantástica. Desafiando o preconceito contra o vitiligo, que cobre de manchas brancas o corpo inteiro, por causa da ausência de pigmentação, ela foi para as passarelas. Está fazendo o maior sucesso, como mostra este artigo do El País.

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16 imagens da modelo canadense Chantelle Brown-Young: sem preconceito

Sua aparição no popular programa de televisão norte-americano America’s Next Top Model deslumbrou o mundo e serviu para exaltar o vitiligo e a diversidade na moda. Em menos de um ano, Winnie Harlow (1994, Toronto) conquistou os outdoors de meio planeta pelas mãos da grife Desigual, posou para a revista Showstudio, imortalizada pelo prestigiado fotógrafo Nick Knight, se tornou garota-propaganda da Diesel na última campanha da empresa e até teve uma participação no videoclipe Guts over fear do Eminem e Sia. Agora lidera mais uma vez a campanha da Desigual na próxima primavera na Europa, e pisa pela primeira vez em uma passarela espanhola no desfile da empresa catalã.

Chantelle Brown-Young, seu nome verdadeiro, conseguiu muitas conquistas em tempo recorde. A doença degenerativa que sofre desde a infância e que resulta em uma pele cheia de manchas, por causa da ausência de melanócitos (células responsáveis pela pigmentação), longe de representar um problema, se transformou em seu melhor trunfo. “Adoro ser diferente, sou eu. Se dissesse que não, significaria que não gosto de mim mesma”, confessa em um encontro com a S Moda, antes de subir na passarela em Madri.

Mas as coisas nem sempre foram tão fáceis. Sua doença começou a se desenvolver quando tinha quatro anos e aos seis seu corpo tinha mais manchas do que agora. Foi o momento em que passou a ter consciência de seu problema: “Comecei a receber muitos olhares e não sabia como lidar com eles”, afirma. Como detalhou há alguns meses em uma entrevista publicada pela Thosegirlsarewild, no Youtube, foi discriminada e as crianças só se referiam a ela como “zebra ou vaca”.

Restou pouco das inseguranças que essas palavras provocaram. Sua vida deu um giro de 180o. Desperta cada vez mais interesse das marcas, conta com mais de 430.000 seguidores no Instagram e sua carreira na indústria da moda, pela qual se interessou, confessa, apenas quando começou a trabalhar nela, vai de vento em popa. “Gostaria de me tornar uma top model. As pessoas já se referem a mim com essa palavra, mas não acredito que já tenha chegado nesse ponto. Custei a aceitar, inclusive, que me chamassem de ‘modelo’, porque levo isso muito a sério.” Clique aqui para ler mais.


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