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A terapeuta que decidiu trocar o divã pela cama

Por Maya Santana

CHERYL COHEN GREENE - Terapeuta sexual. Americana, tem 68 anos. Sua história está no filme As sessões. A atriz Helen Hunt concorreu ao Oscar por sua interpretação de Cheryl (Foto: Polaris/Other Images)

CHERYL COHEN GREENE – Terapeuta sexual.
Americana, tem 68 anos. Sua história está no filme As sessões. A atriz Helen Hunt concorreu ao Oscar por sua interpretação de Cheryl (Foto: Polaris/Other Images)

A terapeuta conta como tratou, por meio de relações sexuais, mais de 900 pacientes com disfunções, impotência e traumas

“Sexo sempre foi um tabu dentro da minha casa. Estudei em escola de freiras e cresci sentindo culpa e vergonha pelos meus desejos. Depois de perder a virgindade, aos 14 anos, minha concepção mudou. Passei a buscar novas experiências, queria decifrar minha identidade sexual. Aos 19, me casei com um homem mais velho, com quem mantive um relacionamento aberto por dez anos.

Ele achava graça na minha inquietude e incentivou que eu trabalhasse como modelo de nudismo e, mais tarde, como voluntária num centro especializado em orientação sexual. Já era mãe de dois filhos pequenos quando uma amiga me apresentou o método da terapia do sexo, criado no começo da década de 1970 pelos sexólogos William Masters e Virginia Johnson. Ajudar os outros a tratar de problemas sexuais por meio do contato físico fazia todo o sentido para mim. Fiz um treinamento em Berkeley, na Califórnia, e em menos de um ano já estava atendendo.

A atriz Helen Hunt no papel de Cheryl numa cena do filme As Sessões

A atriz Helen Hunt no papel de Cheryl numa cena do filme As Sessões

A cada sessão há um ganho gradativo de intimidade. Começo com técnicas de relaxamento e testes de toques para saber quais as partes mais sensíveis do corpo do paciente. Em seguida, vêm as carícias, beijos e masturbação. A penetração costuma acontecer só nas últimas sessões. Durante o sexo, presto atenção a todos os detalhes e anoto cada reação do paciente. Sempre usamos preservativos. As sessões acontecem duas vezes por mês e têm duração de duas horas. Cobro US$ 300 por consulta. Há um limite de sessões, que varia de seis a dez.

Quase todos os pacientes são homens, mas também atendo mulheres e casais. Entre eles, é comum a ejaculação precoce, impotência, vergonha de fantasias pervertidas e traumas sexuais. As mulheres sentem mais dificuldade em chegar ao orgasmo. Muitos pacientes têm a primeira relação sexual comigo. O virgem mais velho que atendi tinha 70 anos.

Numa terapia convencional, o paciente pode não conseguir pôr as orientações em prática, seja por vergonha do parceiro, seja pela falta de um. Conseguimos transpor essas barreiras. O paciente também aprende a conhecer melhor o corpo do outro – no caso, o meu, que serve de modelo para relações futuras. Comigo, ele pode falar abertamente sobre suas fantasias e experimentar as posições que deseja. Não raro, tenho orgasmos. Leia mais na revista Época.

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2 Comentários

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Lílian Pinho Dias 25 de fevereiro de 2016 - 14:23

Li o livro e achei linda a história. O trabalho foi mesmo profissional e não putaria. Muitas pessoas têm problemas com o sexo e a Cheryl as ajudou demais. Indico o livro para todos as 7 bilhões de pessoas neste planeta. Lindo, real, verdadeiro e cativante.

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ana 10 de março de 2013 - 12:14

Acho este tipo de trabalho uma mera sacanagem. Sexo envolve emoção, não dá pra ensinar apenas o joga pra cá joga pra lá.

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