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Envelhecer é estar mais perto do sagrado e do que realmente importa

Por Maya Santana

Envelhecer é aprender a viver, mesmo que já não haja mais tanto tempo

Déa Januzzi, 50emais

Cidade do Futuro, 21 de março de 2050 – Estou com 97 anos. Como eu, o Brasil também envelheceu. Faço parte das estatísticas que comprovam que sou uma entre cinco pessoas com 60 anos ou mais. Uma das cerca de 8,5 milhões de mulheres com 80 anos ou mais. Estou bem, parei de fumar aos 65, mas ainda bebo três taças de vinho por dia na hora do almoço. Minha alimentação é simples: como de tudo, mas pouco, e dou preferência aos orgânicos.

Como parte de uma geração que mudou costumes no século 20, com o advento da pílula anticoncepcional e a revolução sexual, sempre fui dona do próprio corpo, senhora de mim, livre para escolher os diferentes caminhos. Acompanhei a transformação tecnológica e, hoje, mesmo de óculos para perto e cirurgia de catarata nos dois olhos, estou escrevendo minha autobiografia, que inclui as lembranças decisivas do fim dos anos 1960 e década de 1970, como os movimentos feministas e estudantis, a luta contra a ditadura, a busca pela paz, pelo autoconhecimento, o respeito pela natureza e por um mundo melhor.

Estou com 98 anos e há tempos providenciei o meu Testamento Vital, aprovado em 2012 pelo Conselho Federal de Medicina, sobre como quero chegar ao fim, sem qualquer ação médica e hospitalar que seja extraordinária, inútil ou fútil. Ou seja, sem intervenções que prolonguem ainda mais a minha vida. No meu Testamento Vital, registrado em cartório, testemunhado por meus médicos de confiança e pelo meu único filho, que tem 62 anos hoje. Não quero ser ressuscitada no caso de parada respiratória ou cardíaca. Quando chegar a hora, prefiro estar com o meu filho, netos e tantos sobrinhos-netos à minha volta. De preferência, no lugar onde moro, uma casa com janelas sempre abertas para as montanhas de Caeté, na Região Metropolitana de BH, onde o entardecer é uma oração. Dá vontade de rezar quando o Sol se põe atrás das montanhas. É um lugar onde continuo produzindo muito, mas com a calma e a sabedoria de uma quase centenária.

Depois de 40 anos no mercado de trabalho formal, continuo escrevendo. Sei hoje que o texto não envelhece, muito menos o desejo. Apesar de o corpo dar sinais de envelhecimento, a ciência e a medicina hoje têm solução para a sua população de velhos. Continuo escrevendo, conversando com os amigos e usufruindo do que a tecnologia oferece, sempre ao lado da minha cachorra, companheira de todas as horas. No quintal tenho flores que invadem a casa com o perfume das lavandas e madressilvas. Daqui a pouco vou cuidar da minha mandala de ervas e fazer alongamentos no jardim, todo florido nesta primavera.

Como parte de uma geração com estilo de vida alternativo, experimentei a alimentação macrobiótica, depois vegetariana, a culinária viva, ainda tomo toda manhã o suco verde com as raízes germinadas e me sinto muito bem. Ainda gosto de ouvir Chico Buarque e Caetano, Gilberto Gil e Zeca Baleiro, mas digo que a minha geração teve que fazer outra revolução para chegar até aqui: tirar o velho da invisibilidade, batalhar para que as políticas públicas fossem implantadas, acabar de vez com a gerontofobia ou a fobia contra os velhos. Mas não sei se conseguimos. Ontem mesmo num canal de televisão, a novela mostrava duas personagens lésbicas de mais de 80 anos que se beijavam na boca, com tamanho afeto que eu aplaudi, mas uma senhora do meu lado, de 60 e poucos anos, disse que não iria mais assistir, porque era demais ver duas velhas se beijando. Imaginem só: mesmo em 2050, os velhos não devem fazer sexo nem se apaixonarem. As personagens da novela sofreram ao mesmo tempo de duas fobias – a homofobia e a gerontofobia. Olha que fizemos a revolução dos velhos nesses anos todos.

Leia também da autora:
O que o vinho tinto pode fazer por uma alma errante
Será que vai dar tempo?
Com as bênçãos que idade e tempo nos presenteiam

Quando eu tinha 60 anos, em 2012, os especialistas apontaram uma nova fase da vida – a gerontolescência. O momento de estar envelhecendo sem se sentir decrépita nem doente, mas em forma para viver emoções translúcidas, leves como penas. Mas parece que nem todos entenderam que a velhice é uma conquista e não uma tragédia. Que a velhice é uma fase instigante da vida. Como disse o teólogo Leonardo Boff, “a velhice é a última etapa do crescimento humano. A última chance que a vida nos oferece para acabar de crescer, madurar e finalmente terminar de nascer. Neste contexto, é iluminadora a palavra de São Paulo: ”Na medida em que definha o homem exterior, nesta mesma medida rejuvenesce o homem interior. A velhice é uma exigência do homem interior. Que é o homem interior? É o nosso eu profundo, o nosso modo singular de ser e de agir, a nossa marca registrada, a nossa identidade mais radical. Essa identidade devemos encará-la face a face.”

Envelhecer é estar mais perto do sagrado, das coisas que realmente importam. Não há mais tempo para a mesmice, para apontar o dedo, para condenar o outro, para julgar e criticar. Envelhecer é aprender a viver, mesmo que já não haja mais tanto tempo.

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38 Comentários

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Esther 1 de agosto de 2018 - 23:56

Ja estou chegando na casa dos setenta e tres!!! Participando de grupos de espiritualidade pois acredito que ainda tenho muita lenha para queimar!!!!!! Adoro passear no centro da minha cidade, se me encontrar com alguem conhecido faço um convite para um cafe, saber das atualidades que não fiquei sabendo pelas vias sociais jornal.. internet etc.Gosto de brincar que as vezes perdo juizo!!!( conciente) dentro da atualidades!!! Ja me sinto livre para ser eu mesmo!!! Fazer o que gosto de fazer!!! Sou feliz!! Curto a felicidade não so minha mas dos amigos tambem!!!!Amei ter a chance de ler este texto!!! Parabens a autora!!! Fantástico !!! Realmente diga que voce esta na idade da loba e esteja realmente com ela!!!

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DirceSaléh 28 de junho de 2018 - 20:01

Começo por aqui:Que a velhice é uma fase instigante da vida. Como disse o teólogo Leonardo Boff, “a velhice é a última etapa do crescimento humano. A última chance que a vida nos oferece para acabar de crescer, madurar e finalmente terminar de nascer rsrsrsrsrs Demais mesmo, não é. Quanta verdade. Depois um texto que pode ser chamado de poema? Cheio de lirísmo, metáfora, , e dispísta a forma pois conteúdo só deu poesia.Repleto.Assim diga me tem jeito de envelhecer? Pode acabar os órgãos ,mas deixa a cabeça. Poeta não morre e vc sabe disso por isso esse testamento Vital.Poeta eterniza com seus poemas. Deus quando criou o homem se sentiu solitário, pois Pai quer filho igual a ele Assim criou o poeta .Vc está prontinha para se chegar até ele, mesmo se for atéia, rsrsrsrss Vai reverenciá-LO.pQ FALO ASSIM: pOIS VIVE RODEADA DEADA DA NATUREZA.cIENTISTA

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Jandira Clara 9 de abril de 2015 - 02:22

Venho pensando como eu estou mudando e sentindo uma paz interior e ao ler o texto me vi e me entendi. É isso aí, o encontro com o seu eu maior, não ter medo de ser feliz!!!
Texto maravilhoso e cheio de sabedoria e amor.

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Ada 29 de março de 2015 - 12:41

Edna vc acha que se conseguir sobreviver não ficará idosa( nome de pessoa que fez comentários)? Devemos deixar o preconceito em baixo do travesseiro e deixar as pessoas viverem como quiser. BELO texto, parabéns à autora

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Ada 29 de março de 2015 - 12:38

Edna vc acha que se conseguir sobreviver não ficará idosa? Devemos deixar o preconceito em baixo do travesseiro e deixar as pessoas viverem como quiser. BELO texto, parabéns à autora

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Sandra Alves 26 de março de 2015 - 23:16

Estou profundamente gratificada por ter me permitido ler esse texto ate o fim !Acabei de chegar de um dia de trabalho, e de um inicio de noite onde fui tentar melhorar a disposicao de encarar a vida, indo a um cabelereiro , cuidando com carinho de uma aparencia de 63 anos bem vividos !
Compartilho com cada sentimento , palavras ditas , emocoes , opinioes com relacao ao momento “transicional ” ( acredito que essa palavra nem exista no nosso idioma , mas a essa altura do tempo, me permito inventa-la ) da vida para o infinito , querendo tambem levar somente os bons sentimentos e a energia dos seres que amo alegrando meu ultimo respiro .
Lindo , ver que nada impede o ser humano de se pleno, potente, viril, espetacular !Nem o tempo !
E para finalizar essa grande ” opera ” chamada vida , que possamos todos dizer : BRAVISSIMO !
E por favor, aplaudam de pe , quem chega a essa idade com a coragem de ser feliz !

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MIGUEL ANGELO SANTO ANASTA'CIO 26 de março de 2015 - 22:34

GOSTEI MUITO DE SEU TEXTO. AOS 74 ANOS , SEM NENHUMA FRUSTRAÇÃO E COM O’TIMAS RECORDAÇÕES ,SINTO-ME MUITO BEM..E OLHE, TERIA MOTIVOS ´PARA NÃO SER ASSIM. E’ UMA QUESTÃO DE OPÇÃO. SE V QUISER SER FELIZ, ALEGRE E, PRINCIPALMENTE, FAZER COM QUE OS OUTROS SINTAM-E BEM, TRANSMITA-LHES ALEGRIAS…MAS NADA.
BOA SORTE , SAU’DE. FOI UM PRAZER LER O SEU TEXTO. RIQUI’SSIMO EM SABEDORIA.

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Denise 26 de março de 2015 - 14:25

Lindo!!!

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Nauplia Borges 26 de março de 2015 - 09:20

TEXTO PERFEITO !!!
obrigada

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Leila G Castilho 25 de março de 2015 - 21:06

Estou com 65 e adorei. Simples assim, como este belo texto!

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ppaiffer@hotmail.com 25 de março de 2015 - 16:53

FELIZ QUEM SABE ENVELHECER…….PARABENS…

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Hanniyah Schahan 24 de março de 2015 - 21:55

Envelhecer é viver de ilusão. Achar que a velhice está na cabeça, mentira você pode muito bem ser ativa intelectualmente e degenerar fisicamente, isso é triste, é doloroso, a incapacidade de sair, se locomover, ser respeitada nessa sociedade hipócrita e mediocre, aonde num metro/onibus, velho e desrespeitado e ofendido e ninguém faz nada.
Conheço idosos quie fazem faculdade e concluem e são tratados como sendo de outro planeta, ridículo, estar numa faculdade e estudante é um direito que todos deveriam ter dos 2 ao 92 anos. Hidroginástica deveria ser aberta a todos os idosos, ricos ou pobres, muito velhos ou pouco velhos, dança, jogos, ou seja qualidade de vida, não temos médicos é um absurdo o que pagamos de plano de saúde e quando precisamos ficamos em enfermaria com a desculpa que não há vaga. As atrizes são anciãs, e ainda exercem suas artes por conta do autor que quer polemizar e gerar conflito de coisas que estamos cansadas de saber. Homosexualismo feminino é mais scomum do que andar pra frente. É decadente o passar dos anos, cada noite não saber se o amanhã brilhará para nós, rir o dia inteiro e chorar todas as noites.

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maria celia de andrade e gouveia 24 de março de 2015 - 18:01

Achei a crônica maravilhosa, parabens !!!

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Adelia Sylvia Penna Ramos 24 de março de 2015 - 17:30

Faço 78 em breve e sinto que a velhice me deixa a cada dia mais sábia. Mais voltada ao crescimento espiritual, mas sem deixar de curtir tudo isso que foi mencionado nwsse texto maravilhoso!

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sheila yared 24 de março de 2015 - 17:21

Tempo.. foi…vai…vem…mas nós permanecemos !!

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ina melo 24 de março de 2015 - 15:33

Adorei o texto. Tenho uma filha de cinquenta anos e ela pensa exatamente assim sobre o envelhecer. Não sigo à risca os conselhos pois sou indisciplinada quanto a cuidar do corpo, isto é, fazer exercícios, caminhar, etc.etc. mas o restante eu me sinto exatamente assim. O ficar velha não me incomoda pois tenho um vida plena e o mais importante. Procuro estar feliz.

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WALDIZIA MONIZ 24 de março de 2015 - 14:21

DÉA JANUZZI,SÓ POSSO CUMPRIMENTÁ-LA POR UM TEXTO TÃO DOCE, TÃO BRILHANTE E PLENO DE SABEDORIA.ESTOU PASSANDO DOS SETENTA…….QUEM SABE ANTES DE 2050 EU TENHA A SORTE DE ENCONTRÁ-LA PESSSOALMENTE E POSSAMOS DISCUTIR UM POUCO SOBRE OS AVANÇOS DO MUNDO? MEUS PARABÉNS. UM ABRAÇO CARINHOSO DA AMIGA WALDIZIA.

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Maria Lidia de Souza 24 de março de 2015 - 13:52

Amei o texto, me senti dentro dele….fazendo parte desta realidade.Tenho 70 anos e muita vitalidade.Quero viver com serenidade e paz até o fim ou início dos meus dias.Gostaria de conhecer a autora….numa das minhas idas a BH.Adorei….já li várias vezes.

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Maria Luiza D. Ferrari 24 de março de 2015 - 08:42

Quero a serenidade para terminar assim também!

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Dominique 24 de março de 2015 - 00:18

Viva a gerontolescência! Texto esplêndido, estou vivenciando agora este envelhecer, e aprendendo a considera-lo uma conquista.

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Edith Farjalla 23 de março de 2015 - 22:35

Parabéns pelo belíssimo texto. Tenho 81 anos e adoro a vida! Achei uma prova de carinho de duas pessoas que se amam a tanto tempo . O resto e intolerância e preconceito.

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Maria Stela Pires de Souza 23 de março de 2015 - 22:02

Sem palavras, tenho 62 anos, me vi nessa crônica, me emocionei, chorei e cantei de alegria, de felicidade, de saber que alguém me enxerga como realmente sou, uma mulher de 62 anos. Obrigado Déia Januzzi, parabéns.

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Cláudia Regina 23 de março de 2015 - 20:44

Texto perfeito!!! Fui lendo e visualizando o que foi narrado!!! Me emocionou muito!!! Devemos valorizar quem nos precedeu… assim, erraríamos menos!!

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Elizabeth 23 de março de 2015 - 18:50

Beijar e tudo de bom… o beijo e amor. ” Beijar mais, e matar menos…” beijar e amar mais e menos preconceito.

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cassia pessanha 23 de março de 2015 - 17:50

Amei, e me emocionei com o texto, porque estou fazendo 60 anos, e andava revoltada com a pessoa física em que estou me tornando, resolvi virar as paginas, saindo as ruas em manifestações, e não acreditando mais neste pais, convencendo meu marido (63 anos) a sairmos pelas Américas morando num Motor Home, aventurando o que nos resta da vida. Valeu pelo texto , só me deu mais incentivo. Obrigada! Cassia Pessanha NOVOS RUMOS

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Heloisa Schuch 23 de março de 2015 - 14:36

Adorei…parabéns e que as pessoas parem de ser preconceituosas e amem mais. velhice não é doença e temos tantos direitos no amor quanto os jovens !!!!

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Heloisa Schuch 23 de março de 2015 - 14:34

Maravilhoso texto e seria muito bom que as pessoas lessem e pensassem um pouco mais nos preconceitos…acho que amor não tem idade e esse papel das duas atrizes maravilhosas da globo, está mostrando exatamente isso. Só por que estão mais velhas, perdem a liberdade de viver, da maneira que querem e que as faz feliz. Hoje estou com 61 anos e ainda pretendo viver e amar quantas vezes meu coração aguentar e gostar. adorei o texto…parabéns !!!

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Cândida azem 23 de março de 2015 - 14:21

Adorei o texto.
Gostaria de ter uma parceria com vcs para divulga-los no nosso site e Vice versa.
Moro em uma Comunidade para pessoas acima de 50anos em São José do Rio Preto
AGERIP.
Abraços ,
Candida

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Maria Lúcia Pádua Pacheco 23 de março de 2015 - 13:58

Sabendo viver, saberemos envelhecer . Aceitando as limitações que a vida nos impõe e aproveitando a sabedoria que vamos acumulando no dia a dia.

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Maria Lúcia Pádua Pacheco 23 de março de 2015 - 13:55

Sabendo viver, saberemos envelhecer! Aceitaremos com tranquilidade as limitações que a velhice nos impõe. E aproveitaremos a sabedoria que acumulamos no dia a dia.

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Osvaldo Borges 23 de março de 2015 - 10:20

Parabéns pela sua serenidade e sabedoria no envelhecer, Penso que envelhecer é uma arte, feliz quem sabe envelhecer.

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Maria de Lourdes Campana 23 de março de 2015 - 09:09

Parabénsss é pouco por este escrito.

Você disse tudo o que eu teria escrito. Mil vezes Parabéns

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Sirley M. Malucelli Lippmann 22 de março de 2015 - 23:56

Sim a velhice ,é uma conquista,eu com bem vividos 85 anos procuro usufruir, das novidades que vão aparecendo ,jamais seria uma lésbica,mas não condeno quem é.cá estou num computador,preservo a natureza ,amo e alimento pássaros soltos ,meu cãozinho,grande companheiro ,amo a vida,e sei que ela me ama . Levando saudando o dia ,e deito agradecendo ,por mais este dia . quando sinto algum mal estar penso , faz parte da velhice , E acima de tudo agradeço a Deus ter me dado uma Familia linda já com 9 netos e a caminho o quinto bisneto ,e agradeço a minha lucidez para desfrutar tudo isso.

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Edna Borges Dantas 22 de março de 2015 - 21:00

Não sou contra os idosos e muito menos duas escolhas sexuais, mas acho muito impactante essas cenas muito explícitas . Quem não compartilha dessa escolhas fica revoltado. Se a coisa fosse mais sutil não iria agredir grande parte do público . Acho que estão apelando!

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Olga Cezarina dos Santos Guardiola 22 de março de 2015 - 19:28

É isto mesmo Déa ,muito lindo o que escreveste e a pura verdade.Tenho 66 anos e quero viver muito mais adorei.

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Valéria 22 de março de 2015 - 19:25

Poético e verdadeiro…

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glauce 22 de março de 2015 - 15:22

Genial

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Graciela 26 de junho de 2018 - 20:51

Hay que ser inteligente y brilhante para escribir esto emocionanteadore

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