fbpx

"Aceitar a própria idade e dar muitas risadas"

Por Maya Santana

O livro, lançado em outubro, é da Editora Record e custa 20 reais

Livro foi lançado em outubro, pela Record


Num país como o Brasil,  conhecido pela obsessão com a eterna juventude,  o envelhecimento tende a ser doloroso, sobretudo para as mulheres. Há uma luta insana contra a passagem do tempo. Não é à-toa que vivemos no paraíso da cirurgia plástica, da lipoaspiração, dos preenchimentos com botox e silicone. Depois de pesquisar durante anos, a  antropóloga, pesquisadora e escritora Mirian Goldenberg tomou para si a responsabilidade de escrever um livro – “A Bela Velhice”, Record, 20 reais – mostrando que, como o próprio título da obra sugere, pode haver beleza e tranquilidade no envelhecimento. Ela dá dicas simples, como aceitar a própria idade e dar muitas risadas.

Leia a sinopse publicado pelo Café Literário:
Apesar de não apresentar mapas, segredos, fórmulas ou receitas, com a ideia de “bela velhice”, Mirian busca explorar os aspectos positivos do envelhecimento. Ela analisa o que é mais relevante nos discursos dos seus pesquisados para pensar a construção de uma “bela velhice”: encontrar o projeto de vida, buscar o significado da existência, conquistar a liberdade, almejar a felicidade, cultivar a amizade, viver intensamente o presente, aprender a dizer não, respeitar as vontades e paixões, vencer os medos, aceitar a própria idade e dar muitas risadas.
Mirian Goldenberg, 56 anos, é antropóloga e tem vários livros publicados

Mirian Goldenberg, 57, é antropóloga e tem vários livros publicados


A ideia de uma A bela velhice surge de um diálogo profundo com as ideias de Simone de Beauvoir. A partir de suas reflexões em A velhice, somadas aos achados de pesquisas antropológicas com 1.700 homens e mulheres, a antropóloga Mirian Goldenberg busca pensar a viabilidade de construir uma “bela velhice”. Mais de 25 anos de pesquisas no Brasil fizeram com que Mirian Goldenberg investisse em encontrar saídas possíveis para experimentar o processo de envelhecimento de forma mais positiva e a desafiaram a reinventar o conceito de “bela velhice”.
A velhice está inscrita em cada um de nós. Só assumindo conscientemente e plenamente, em todas as fases da vida, que nós também somos ou seremos velhos, podemos ajudar a derrubar os medos, os estereótipos e os preconceitos existentes sobre a velhice. Somos nós os principais interessados em uma transformação radical dessa realidade, seja qual for a nossa idade cronológica. Cada um de nós, mesmos os muito jovens, deveria se reconhecer no velho que é hoje ou no velho que será amanhã: velho não é o outro, velho sou eu. Simone de Beauvoir tem como propósito fundamental denunciar a conspiração do silêncio e revelar como a sociedade trata os velhos: eles são ignorados, desprezados, estigmatizados, abandonados.
Falando sobre o livro, a autora explica: “Mergulhei profundamente na crise dos 40, saí dela após alguns meses de sofrimento e comecei a brincar com o fato de estar envelhecendo. Hoje, aos 57 anos, posso dizer que o meu processo de envelhecimento está sendo muito mais tranquilo do que eu imaginava. Não tive crise aos 50, aos 55 e espero não ter aos 60. Como as mulheres que pesquisei, me sinto mais livre para colocar o foco nos meus próprios desejos, para não me preocupar tanto com a opinião dos outros ou com a autoimagem.”

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

nove − nove =

7 Comentários

Avatar
Verusca 25 de março de 2019 - 13:22

Estou com 55 e penso em não mais tingir a raiz dos cabelos, penso em raspara cabeça assumir minha idade, mas aí vem um sentimento de desespero, pois gosto de me arrumar, e vejo que isso poderá soar como loucura para os que me conhecem.

Responder
Avatar
ÂNGELA FALCAO 25 de agosto de 2018 - 21:17

Tenho 65 anos de idade e somente com a aposentadoria que comecei a me sentir parte do grupo dos idosos. Quando comecei a perceber que todos começaram a me chamar de senhora. Odeio ser chamada de senhora, especialmente nos grupos sociais de amigos e ou de conhecidos. Acredito que amigos não devem se tratar com tanta cerimônia e já cansei de explicar isso. Aí vejo gente maior de 50 anos de idade dizendo que me chama de Senhora por respeito. Pra mim respeito é outra coisa, mas enfim, eles continuam me chamando assim. Agora estou trabalhando minha cabeça para deixar de me importar.
Sempre fui e sou uma pessoa Alegre e sou boas gargalhadas. Quero é ser feliz e ter amigos que na terceira idade é um pouco difícil fazer amizade.

Responder
Avatar
Eketerine Mihailoff 29 de abril de 2018 - 11:04

Tenho 62 anos e muita dificuldade de aceitar velhice. Odeio que me chamem de senhora, de idosa, de velha….Não sou uma pessoa parada no tempo, ao contrário, faço faculdade, último ano do curso de Direito. Tenho Facebook, onde muitos jovens me adicionam, tenho Instagram onde sou bastante ativa, procurando passar sempre mensagens de otimismo, de positividade, engraçadas. Percebo que os jovens me procuram, como se eu fosse uma tábua de salvação pra trabalhos, matéria, falar com o professor (eles acham que ele não vai dar bronca e vai me atender, kkkk) Mas não gosto de ter aparência de velha. Me trato, ando sempre maquiada, procuro estar sempre bem vestida, mas infelizmente existe a discriminação. Tenho que fazer estágio e até hj não consegui uma vaga, provavelmente pela idade. Há três semanas fui fazer uma entrevista, quando adentrei à sala e os advogados que estavam fazendo a entrevista me viram, olharam com aquela cara de espanto, fizeram uma entrevista de m…, tipo, se aceitava o cargo, se sabia do valor do salário, e coisas que se eu estou lá é porque já sabia de todos os requisitos, certo? Me deram boa sorte ao sair e lógico, não me chamaram…É isso tudo que faz a gente fica desanimada, triste mesmo. Pretendo exercer minha profissão de advogada, com certeza, mas falo com toda sinceridade, gostaria muito de poder voltar aos meus 30 anos, onde minha pele era boa, meu corpo sem marcas do tempo, cabelo maravilhoso, magra, gostosa, kkkkkk

Responder
Avatar
rosana 3 de novembro de 2015 - 02:37

Olá pra todas as apavoradas com o tempo !
Tenho 60 anos e posso dizer hoje que desencanei essa fase, que por sinal atormentou grande parte do meus dias pos 50 anos.
Procurava nao me isolar, pratico exercicios fisicos, academia mesmo, aquel de musculaçao que não me agradava muito, sou obrigada pois tenho osteoporose! Faço caminhadas a beira mar e é meu momento de reflexão ou de meditaçao.
Leio, vou ao cinema sozinha,preencho meu dia com mil afazeres,marco chopp com amigas, boas risadas, compartilhamento de expectativas, mais risadas ! Danço quando posso, discoteca mesmo, aquela em que vc não precisa parceiro . Planejo e projeto viagens, nem sempre acontecidas !
Faço artesanato, não vendo ainda,mas aproveito para presentear alguém ! Com isso preenvo meu tempo,alimento meu prazer e confesso não gastar muito comprando lembrancinhas!
E assim vou driblando, muitos pensamentos negativos, se é que eles tentem se aproximar de mim, sou totalmente explosiva, acho até que eles mudam de calçada quando me vêem! Kkkk
Tentando novos dias, desafios,bons momentos e nunca nunca mesmo ser negativa !
Magnetismo du bem, vem !

Responder
Avatar
hadasa mary 10 de março de 2015 - 12:09

ola amiga fiz 58 anos e ja me sinto velha,eu ñ estou me adptando com isso,mas preciso aceitar,eu sou uma pessoa triste por natureza,como posso ter forças para suportar o desprezo dos outros,sou solteira sem filhos,e quase não tenho amigos e vida social,moro sozinha e passo o tempo na internet,pesquesando assuntos como este,quero melhorar que faço,procuro uma pscicologa.desde ja agradeço!!!

Responder
Avatar
Maria Helena Ribeiro de Oliveira Domingos 19 de janeiro de 2015 - 10:24

Oi Mirian !!!amei o seu espaço!sempre tive problemas em aceitar a minha própria idade!um dos meus projetos recentes é exatamente assumir a minha idade,e conto com a sua preciosa ajuda,suas palavras muito me incentivaram a essa decisão.Tenho 58 anos, e essa negação, sinceramente me incomoda bastante uma vez que não consigo ficar totalmente a vontade em uma interação com amigos familiares e equipe de trabalho.Quero urgentemente me libertar .Chega a ser paradoxal, eu amar cuidar da saúde dos idosos e não me ver como pré- idosa.bjs Obrigada!!!

Responder
Avatar
yvone 20 de outubro de 2014 - 13:31

Amiga, adoro seu espaço. Ouvi essa outro dia: Posso fazer cirurgia de redução de expectativas?
Sabe se já inventaram essa?
Ab
yvone

Responder