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Está faltando homem ou mulher no mercado?

Por Maya Santana

 Para você, qual dos dois está em falta no mercado?

Para você, qual dos dois está em falta no mercado?

Mirian Goldenberg

“Você já fez uma faxina na sua vida?” é a minha coluna de maior sucesso na Folha. Ela teve mais de 20 mil recomendações e ficou em primeiro lugar entre as colunas mais lidas e enviadas no site da Folha. Recebi inúmeras mensagens de mulheres falando sobre a vontade de fazer uma faxina em suas vidas.

Alguns homens perguntaram se existe faxina existencial para eles.

É verdade que eles acham mais fácil reclamar da situação política e econômica, da violência, da corrupção, do futebol do que de questões mais subjetivas.

Mas alguns leitores, talvez provocados pelo meu artigo, escreveram sobre suas insatisfações, como um advogado de 53 anos:

“É um paradoxo. Nunca foi tão fácil encontrar mulheres para transar, mas está cada vez mais difícil encontrar uma mulher que eu admire por suas ideias e realizações. Está sobrando mulher que se acha gostosa, mas falta mulher admirável.”

Um analista de sistemas de 55 anos disse: “As mulheres estão muito egocêntricas, só se interessam pelo próprio umbigo, ou melhor, pelo próprio corpo e aparência. É muito chato sair com uma mulher que está sempre de dieta, toda botocada e plastificada, e que não tem um papo desafiador. É raríssimo achar uma mulher interessante”.

Meus leitores subverteram o clichê “falta homem no mercado”. Eles reclamam que, em um mercado com muitas mulheres disponíveis para transar, não conseguem encontrar mulheres interessantes e admiráveis.

Um fotógrafo de 59 anos contou: “Trabalho com mulheres lindas e jovens. Ninguém entende porque me casei com uma mulher da minha idade. É muito simples: não quero um troféu para exibir para os amigos, nem alguém que me critique por eu não conseguir satisfazer as suas exigências absurdas”.

Ele valoriza o fato de ter uma mulher compreensiva, carinhosa e divertida: “Ela me faz rir e sabe rir das minhas brincadeiras. Ela me compreende e gosta de mim exatamente do jeito que eu sou. Ela demonstra que sou importante para a sua felicidade. Tem muita mulher no mercado, mas não como a minha. Ela é especial porque brinca e ri dos seus próprios defeitos e me ama mesmo conhecendo as minhas faltas e imperfeições”.

Você também acha que está faltando mulher (compreensiva, interessante e admirável) no mercado?

Esta crônica da antropóloga Mirian Goldenberg foi publicada na Folha de São Paulo.

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1 Comentários

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lisa santana 7 de junho de 2014 - 23:03

Pelo visto ninguém se entende. Estamos em um tempo que a comida está na mesa e estamos morrendo de fome. Tantos homens, tantas mulheres… mas o que cada um quer de cada um de fato? E alguém quer alguma coisa? E Como quer?

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