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Alerta: uso de calmantes, como rivotril, aumenta risco de Alzheimer

Por Maya Santana

No filme ‘Para Sempre Alice’, Julianne Moore vive uma professora de 50 anos que luta contra a doença de Alzheimer

No filme ‘Para Sempre Alice’, Julianne Moore vive uma professora de 50 anos que luta contra Alzheimer

Achei este artigo da revista Brasileiros da maior importância, porque cada vez mais as pessoas estão tomando calmantes, especialmente rivotril. Os médicos estão receitando muito. Eu mesma saí de uma consulta com um especialista levando uma receita de três caixas de rivotril. Segundo estudo, o uso continuado desse tipo de calmantes aumenta a possibilidade de a pessoa ter Alzheimer. A revista entrevistou uma das autoras do estudo.

Leia:

No começo do mês de outubro, a Brasileiros publicou uma reportagem que mostrava a relação entre o uso de benzodiazepínicos, medicamentos usados para o tratamento da ansiedade e insônia (como o Rivotril) e o risco aumentado para Alzheimer. Esse texto teve mais de 90 mil acessos e 72 mil curtidas no Facebook.

Ele mostrava as diretrizes de um colegiado americano de neurologistas e psiquiatras (American College of Osteopathic Neurologists and Psychiatrists), que alertavam para o risco do uso prolongado desses medicamentos. Essas recomendações, por sua vez, citavam um estudo polêmico publicado em 2014 no British Medical Journal.

Muitos desses questionamentos acerca dos achados do estudo foram pertinentes e interessantes. Por exemplo, a pesquisa tinha como amostra uma população idosa (acima de 65 anos).
Isto posto, essa mesma relação poderia ser estendida para todos? E quem já tem Alzheimer e faz uso dessa medicação, deveria parar? Há substitutos para esses medicamentos?

Saúde!Brasileiros reuniu a maioria dessas dúvidas e procurou uma das autoras do principal estudo que deflagrou a discussão. Assim, entrevistamos Sophie Billioti de Gage. Ela realiza pesquisas em farmacoepidemiologia (campo de estudos que investiga os efeitos de uma droga populações) na Universidade de Bourdeaux, na França.
Sophie de Gage reforçou que, independentemente da relação com o Alzheimer, há diretrizes internacionais que indicam o uso de benzodiazepínicos somente por três meses. A indicação seria do limite de uso por um mês desses medicamentos para o combate à insônia e de 90 dias para o tratamento da ansiedade.

A relação sobre a memória de curto prazo (reversível após a retirada dos medicamentos), segundo ela, já está documentada, bem como o risco para a dependência e outros efeitos colaterais. Abaixo, ela detalha melhor esses efeitos e a relação desses medicamentos com o Alzheimer encontrada na pesquisa.

Entrevista: Sophie Billioti de Gage

Saúde!Brasileiros: O estudo encontrou o risco em pessoas que faziam uso de medicamentos por mais de três meses, mas haveria algum motivo para as pessoas que utilizam o medicamento por uma vez apenas se preocupem?

Sophie Billioti de Gage: O risco aumentado para Alzheimer foi visto exclusivamente para o uso de benzodizepínicos em pessoas com mais de 66 anos que faziam uso do medicamento por mais de três meses. Nós não achamos nenhum risco para o uso desses compostos por um tempo menor do que esse período.

Mas o risco aumentou quanto maior o tempo de exposição ao medicamento. Por isso, o risco que encontramos deveria preocupar todos os usuários crônicos que fazem uso prolongado. Clique aqui para ler mais.

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