Alice Munro, 82, ganha Nobel de literatura 2013

Por Maya Santana
Alice Munro

Canadense, Alice Munro é comparada ao russo Anton Chekhov

Para se ter ideia do feito de Alice Munro, até hoje, só 13 mulheres ganharam o Nobel de Literatura, criado em 1901. A obra da escritora canadense lida com o amor e o trabalho, e o fracasso de ambos, numa obsessão pelo tempo e pela incapacidade do ser humano de retardá-lo ou impedir seu avanço. É uma escritora que já ganhou inúmeros prêmios importantes.

Leia o artigo publicado por O Globo:

A canadense Alice Munro, de 82 anos, foi anunciada na manhã desta quinta-feira (10) como a vencedora do Nobel de Literatura 2013. A escolha foi divulgada em um evento na cidade de Estocolmo, na Suécia. Além do título, a escritora ganha também 8 milhões de coroas suecas (US$ 1,25 milhão).

Segundo o comitê da premiação, Munro é “mestre da narrativa breve contemporânea” e “aclamada por sua narrativa afinada, que é caracterizada pela clareza e pelo realismo psicológico”. Alguns críticos a consideram “a Chekhov canadense”, em referência ao escritor russo Anton Chekhov, por seus contos serem centrados nas fraquezas da condição humana.

A escritora nasceu em 10 de julho de 1931 em Wingham, no Canadá. Ela é autora de diversos livros de contos, traduzidos para mais de dez idiomas. Entre os numerosos prêmios literários recebidos ao longo de sua carreira, destaca-se o Man Booker Prize, em 2009. Entre suas obras mais conhecidas estão “Fugitiva” (2006), “Felicidade demais” (2010) e “O amor de uma boa mulher” (2013).

Ela começou a estudar Jornalismo e Inglês na University of Western Ontario, mas interrompeu os estudos quando se casou em 1951. Junto com seu marido, ela se mudou para Victoria, em British Columbia, onde o casal abriu uma livraria. Seu primeiro livro foi publicado em 1968, com o título “Dance of the happy shades”, que recebeu bastante atenção no Canadá.

Em 1971, Munro publicou uma coleção de histórias chamada “Lives of girls and women”, que os críticos descreveram como um “Bildungsroman”, isto é, um romance de formação. Sua obra “Hateship, Friendship, Courtship, Loveship, Marriage” (2001) foi inspiração para o filme “Longe dela” (2006), dirigido por Sarah Polley. Clique aqui para ler mais.


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