fbpx

Amigas criam projeto para falar do luto e lidar com dor da perda

Por Maya Santana

Da esq. para a dir., Rita, Mariane, Gisela, Amanda, Fernanda, Cynthia e Sandra

Da esq. para a dir., Rita, Mariane, Gisela, Amanda, Fernanda, Cynthia e Sandra

Um dos maiores dramas do ser humano é sua dificuldade em lidar com a morte. Fazemos tudo para esquecer a única coisa certa da vida: que somos finitos e vai chegar a nossa hora de sair de cena. Também não sabemos o que fazer com a dor causada pela perda de pessoas queridas. Como assumir o luto? Este artigo, publicado pelo Uol, conta a história desse grupo que se uniu em torno de um projeto – “Vamos Falar sobre o Luto?” -, cujo objetivo é “confortar quem teve a experiência de perda e, ao mesmo tempo, abrir os olhos de quem ainda não passou por isso, para que essa pessoa consiga amparar quem está no processo.”

Leia:

Em um período de um ano, entre 2008 e 2009, a publicitária Mariane Maciel, 38, perdeu a mãe e o namorado. Foi quando percebeu que falar sobre luto ainda é um tabu. Em 2014, reuniu-se com seis amigas que também conviviam com a dor da perda para compartilhar a ideia de criar o projeto “Vamos Falar sobre o Luto?”.

Todas tinham a sensação de que a sociedade ainda não está preparada para lidar com o tema. “Há muito espaço para ser feliz, as redes sociais são prova disso. Quando você fica grávida ou vai comprar um apartamento novo, pode ir atrás de várias revistas e sites sobre o tema. Mas e quando morre alguém, o que você faz?”, questiona Mariane.

As sete amigas passaram a realizar pesquisas e a conversar com especialistas e ainda receberam mais de 170 histórias de pessoas que responderam a seus formulários. Em uma campanha de “crowfunding” (financiamento coletivo) – encerrada em 21 de agosto--, o projeto arrecadou R$ 43.504 para construir uma plataforma de conteúdo, lançada em 12 de janeiro. A iniciativa também tem uma página no Facebook.

“É um espaço para divulgação de textos, cursos, livros, para discutir sobre o tema e mostrar que todos passam pelas mesmas coisas”, diz Mariane.

A psicóloga e publicitária Fernanda Figueiredo, 42, outra integrante do grupo, conta que, quando enfrentou a doença e a morte do pai, em 2010, vítima de câncer, também percebeu que havia muita dificuldade para lidar com a morte. “O objetivo do projeto é confortar quem teve a experiência de perda e, ao mesmo tempo, abrir os olhos de quem ainda não passou por isso, para que essa pessoa consiga amparar quem está no processo.”

A importância de falar sobre o luto

Para a publicitária Amanda Thomaz, 33, que enfrenta a perda do pai, a experiência do luto é muito solitária. “É o momento mais delicado e difícil da vida e, ao mesmo tempo em que existe um intenso barulho interno e um turbilhão de pensamentos e sentimentos, há um grande silêncio externo e a ausência de troca e de referências.” Clique aqui para ler mais.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário





2 Comentários

Cleiva e solcia 27 de março de 2019 - 06:44

Perdi irmão e melhores amigas. Agora a mãe. Sem chão. Sem sentido. Como participar? Moro em Curitiba. Estou mto só. Separada sem filhos. 59 anos

Responder
Regina Issler Goelzer 19 de janeiro de 2016 - 15:30

Pertenço a um grupo de luto,em Caxias do Sul .Tem nos ajudado muito,para suavesarmos, a perda dos filhos.
Q. bom encontrar vces. Beijos.

Responder

Utilizamos cookies essenciais de acordo com a nossa Política de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Aceitar Leia mais