Amor e Sexo no Império

Por Maya Santana

Leopoldina  amava Pedro, que amava Domitila, que amava ser sua “favorita”. O triângulo mais conhecido da história dos afetos brasileiros se revela ainda mais humano nas recentes descobertas de Mary Del Priore. Autora de mais de 30 livros de história e apaixonada pela intimidade dos personagens que nos são apresentados nos livros didáticos, a historiadora está lançando A Carne e o Sangue (Rocco, 272 págs., R$ 34,50).

Nos arquivos do Museu Imperial, em Petrópolis, ela encontrou cartas até então inéditas que revelam a miséria da piedosa imperatriz, pudica, gorda e humilhada publicamente por conta da infidelidade escandalosa do marido; a volúpia do garboso Demonão, que hoje seria tachado de viciado em sexo; o desejo de poder da graciosa e despudorada Titília, a mulher mais influente do império enquanto durou o romance, entre 1822 e 1829.

Na corte se dizia que só havia dois tipos de pessoas no Rio de Janeiro: os que agradavam a Domitila e os que a desagradavam. Ela vendia favores com anuência do imperador, teve seus filhos bastardos reconhecidos, conseguiu títulos de nobreza e dinheiro para a família, desfilava de nariz em pé pelos teatros, igrejas e festas com as joias e roupas presenteadas pelo amante.

O homem mais forte do reino, proclamador da Independência, chorava de saudades quando não podia vê-la. Criava versinhos infantis, enviava bilhetes acompanhados de chumaços de pelos púbicos ou do bigode, por vezes lhe duas vezes ao dia. Fez Titília sua vizinha, e mandou abrir uma portinha no palácio para encontrá-la facilmente. Leia mais em www.estadao.com.br


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1 Comentários

Jornalista Maria Cavalcanti 14 de fevereiro de 2013 - 12:28

Família Imperial brasileira até hoje é punida por ter abolido escravidão no Brasil!

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