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Angela Merkel, a encarnação do poder da Alemanha

Por Maya Santana

Ela vai completar 60 anos na próxima quinta-feira, dia 17

Ela vai completar 60 anos na próxima quinta-feira, dia 17

Ana Maria Cavalcanti

Angela Merkel, a chanceler alemã,  há quatro anos reina absoluta como a mulher mais poderosa do mundo, de acordo com a revista americana Forbes. E deve comemorar no Brasil uma das duas datas importantes para ela nesta semana: a primeira vitória da seleção alemã numa copa do mundo de futebol desde que o país foi reunificado, em 1990, tornando-se tetracampeã. A outra data é quinta-feira, dia 17, quando ela completa 60 anos.  A história de  Angela Merkel  é um exemplo para todas nós mulheres.

Quando ocupava o cargo de ministra do Meio Ambiente, que lhe deu visibilidade

No cargo de ministra do Meio Ambiente: visibilidade

Ela é chamada carinhosamente de “Mutti”, mamãe em alemão, apelido cunhado pelo jornal Der Spiegel. Com menos afeto, por seu rigor, já foi  chamada também de “A Dama de Ferro da Alemanhã”, numa alusão à Margareth Thatcher, ex-primeira-ministra britânica. O mais admirável é que subiu na vida por seus próprios méritos.  Estudou Física na Universidade de Leipzig e tem doutorado em Química quântica. Além de ser muito boa em Matemática, fala russo fluentemente. Fez carreira política subindo degrau por degrau.  Foi, por exemplo, no terceiro governo de Helmut Kohl, ministra da Mulher e da Juventude.  Em 1994, foi nomeada Ministra do Meio Ambiente –  cargo em que ganhou mais  visibilidade. A partir daí, a sua carreira sua polítíca deslanchou.

Com o marido

Com o segundo e atual marido, Joachin Saver

Em 2000, aos 45 anos, para surpresa geral, Angela tornou-se a líder do seu  partido, o CDU, o Partido Democrata Cristão, formado por políticos conservadores. Uma façanha que nenhuma outra mulher havia conseguido.  Surpresa maior viria cinco anos depois, quando  Angela Merkel se elegeu chanceler – cargo semelhante ao de primeiro-ministro em democracias parlamentares. Ela está no posto há nove anos, exercendo seu terceiro mandato, provando que suas  medidas econômicas austeras e mudanças na previdência social deram certo. Tanto é assim que apesar da crise que assola a Europa, a Alemanha conseguiu superar seus problemas e hoje é o país europeu mais poderoso e o quarto no mundo.   

Baixinha, gordinha,  olhos muito azuis, cabelo sempre arrumadinho, Angela tranca sua vida particular com sete chaves. Ela está em seu segundo casamento, sem filhos. Bonitão e elegante, o atual marido, Joachin Saver, doutor em Quimica Quântica, não quer saber desta história de participar da vida politica da mulher e  só comparece às cerimônias oficiais quando o protocolo exige. Senão,  fica na dele vendo a mulher brilhar. Um jornal alemão uma vez disse que ele era tão invisível quanto uma molécula.

Mostrando toda a sua ousadia no decote

Mostrando toda a sua ousadia no decote

Os dois se conheceram em 1981, viveram juntos por vários anos, e só se casaram em 1998, assim mesmo por pressão política: não ficava bem para uma líder como ela viver “amasiada”. Joachin e Angela, adoram ópera e já foram fotografados várias vezes nestas ocasiões. Numa delas, em Oslo,  Merkel virou manchete dos jornais sensacionalistas alemães ao usar um vestido com decote bem generoso, provando mais uma vez que é uma mulher de peito.   

Essa mulher austera,  que ocupa um lugar tão importante no mundo, nasceu em 1954, na Alemanha Ocidental. O pai, pastor Luterano  foi  trabalhar na Alemanha Oriental, levando a família. Somente com a Queda do Muro e a reunificação da Alemanha, em 1990, é que  Angela entrou para a política:  “ A nova liberdade e as muitas possibilidades que surgiram na época, despertaram em mim a curiosidade e o desejo de contribuir ativamente para as transformações pelas quais passava a Alemanha”, Angela relembra.

Ela e o marido posando com os enormes Barak  e Michelle Obama

Ela e o marido posando com os enormes Barak e Michelle Obama

Há poucos dias Angela Merkel veio conversar sobre negócios com a presidente Dilma. Alemanha e Brasil são parceiros comercias. Fez questão de ir ao jogo da Alemanha contra Portugal, em Salvador, e deu pulos de alegria ao ver a seleção de seu país ganhar.  Um dos muitos pulos  que ela tem dado ao longo de sua bem sucedida carreira. Merecidamente.

 

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2 Comentários

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lisa santana 17 de julho de 2014 - 02:37

Adoro o Sol do Brasil, a nossa alegria, mas um pouco desta civilidade alemã seria maravilhoso!
Imagine, aqui se opina na cor da calcinha da nossa presidenta, como se isto fosse influenciar nas decisões que serão importantes para a nação como um todo. Somos um país onde as pessoas, em sua maioria, confundem moral e ética. Se ainda é impossível para nós ter um presidente que não tenha uma relação amorosa estável e dentro das regras morais sociais, imagine ter uma presidenta é que “amigada” com seu parceiro? Ainda estamos na “era de Matuzalém” em relação a esta e outras questões. Moderna esta Angela Merkel, heim Ana? E eu também gostei da sua matéria e de saber que ela ( e o companheiro, claro!) é top em matéria de relacionamento.

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nenez 15 de julho de 2014 - 23:53

Gostei Ana!

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