Angela Merkel, a mulher mais poderosa do mundo

Por Maya Santana

A chanceler alemã tem 58 anos e deve tentar um terceiro mandato

Angela Merkel, a mulher mais poderosa do mundo segundo o ranking da revista Forbes pelo segundo ano consecutivo, é chamada de “dama de ferro” da Europa – uma referência à ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher. O apelido é fruto da forma austera como conduz o drama da crise na zona do euro.

A primeira mulher a ocupar o cargo de chanceler da Alemanha assumiu o posto há exatos sete anos, em 2005, depois de uma eleição conturbada, que terminou praticamente empatada e exigiu a coalização entre partidos rivais para reconhecimento da legitimidade de Merkel como chefe de governo. Reeleita com mais facilidade em 2009, ela já vislumbra seu terceiro mandato em 2013. Segundo a Forbes, a chanceler tem aprovação de 70% da população, o que pode ajudar sua candidatura – já anunciada – nas eleições do próximo ano.

Com a presidente Dilma em Hannover, na Alemanha, em março de 2012

No noticiário, Merkel é conhecida por declarações em que defende medidas de austeridade ao mesmo tempo em que tenta fazer o possível para preservar a união dos 17 países da zona do euro. Na vida pessoal, a chanceler é casada com o químico Joachim Sauer e não tem filhos. Seu sobrenome marcante – Merkel – é herança do primeiro marido, com quem foi casada entre 1982 e 1997. Criada no leste comunista, ela nasceu em 1954 em Hamburgo, na Alemanha Ocidental. Pouco anos depois, a família mudou-se para a Alemanha Oriental, onde viveu até a queda do muro de Berlim, em 1989.

Líder do partido conservador de direita, a União Democrata-Cristã, Angela Merkel assumiu a Alemanha em 2005 com 11% da população desempregada e a promessa de criar milhões de postos de trabalho por meio de reformas no seguro-desemprego e na flexibilização das regras trabalhistas. Mesmo com a crise na zona do euro, ano passado a Alemanha registrou taxa de desemprego de 5,9%. É uma das menores do bloco, que tem disparidades como 21,6% de desempregados na Espanha e 17,3% na Grécia, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). Leia mais em www.estadao.com.br


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