Antes dos 60, planos de saúde triplicam de preço

Por Maya Santana
Miriam Teperman ajuizou açao

Miriam Teperman ajuizou açao contra plano de saúde: sua mensalidade subiu de R$ 467 para R$ 1.515

Alguns planos de saúde estão realmente abusando. Não chegam nem mesmo a esperar que a pessoa complete 60 anos e aplicam aumentos absurdos. Desproporcionais não só em relação às finanças do conveniado, mas também em relação aos próprios serviços que prestam, cada dia piores. As queixas são muitas, como mostra este artigo publicado pelo jorna O Globo.

Leia o artigo:

Um dos tipos de ação mais levados à Justiça, para redução do valor das mensalidades, é o de reajuste dos planos de saúde em idades próximas aos 60 anos, que chegam a mais que triplicar. O aumento, considerado elevado por muitos especialistas, está de acordo com a lei dos planos de saúde, mas é visto como abusivo pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). Ele ocorre em um momento em que boa parte dos segurados já está aposentada ou em vias de se aposentar, com a consequente redução do salário e o natural crescimento das despesas com exames, consultas e remédios. Especialistas afirmam que ações na Justiça têm conseguido limitar os aumentos à faixa dos 30%. Mas a vitória não é sempre garantida.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determina que o valor para a última faixa etária (de 59 anos ou mais) não pode ser superior a seis vezes o da primeira (de zero a 18 anos), o que representa uma diferença de até 500%. As regras estabelecem, ainda, que a variação acumulada entre a sétima (44 anos a 48 anos) e a última faixa (acima dos 59 anos) não pode ser maior que a acumulada entre a primeira e a sétima. O fato é que os planos têm concentrado parte considerável dos reajustes nas duas últimas faixas.

A arquiteta Miriam Bersein Teperman sabe o quanto o aumento do plano pesa no orçamento. Cliente de um plano coletivo da SulAmérica desde 2004, aos 58 anos pagava R$ 467 por mês, valor que passou para R$ 1.515 aos 59 anos e agora, aos 65, já está um pouco acima de R$ 1.800.

— No último reajuste, recebi uma carta com o aviso de aumento de 18,9%. Inconformada, entrei na Justiça. Por força de liminar, estou pagando metade desse valor desde fevereiro. Estou preocupada, porque o juiz deu ganho de causa à empresa, e já me avisaram que, se perder a apelação, terei de pagar a diferença desses meses com juros e correção monetária. É um absurdo. Pagamos por um serviço pelo qual temos de esperar meses para uma simples marcação de consulta. Até solicitação para cirurgia de coluna já me negaram — queixa-se Miriam.

Procurada, a SulAmérica disse que os reajustes de planos coletivos (empresariais ou contratados por adesão de associações ou sindicatos) têm percentuais variáveis. Os contratos são reavaliados uma vez por ano, de acordo com o perfil de risco dos segurados, custos e frequência de utilização do plano (sinistralidade); além de fatores como a inflação médica, explica a operadora.

Em relação ao caso de Miriam, a companhia ressalta que o processo discute, quatro anos após a aplicação e pagamento regular dos prêmios, o reajuste por faixa etária previsto em contrato. A operadora lembra ainda que a decisão foi favorável à SulAmérica em primeira instância, reconhecendo que o reajuste está em conformidade com o contrato. Clique aqui para ler mais.


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2 Comentários

yvone 22 de julho de 2014 - 21:09

Tenho acompanhado através dos noticiários os aumentos desproporcionais e abusivos que a maioria dos planos de saúde e seguradoras, praticam quando os clientes mudam a faixa etária, pior ainda depois do 60. haja saúde e paciência para lidar com mais essa!
Há 7 anos atrás, quando procurava um plano de saúde para minha mãe na época com 74 anos acabei apostando na operadora paulista Prevent Senior que atende principalmente pessoas com mais de 60 anos, é comercializado exclusivamente na modalidade individual e tem preço máximo de R$ 585,25, (ainda não atingiu este valor).
Não sei qual é a matemática da operadora usa para ter lucros, mas o fato é que o plano é bom e atende bem. Claro, já tivemos problemas e algumas reclamações ao longo desses anos, mas colocando na balança até aqui esta valendo à pena.
Estou começando a pensar seriamente se não seria a hora de migrar para a operadora da mamãe se essas “umas” e “outras” não reverem os seus custos.
Ótimas matérias, parabéns à equipe
Yvone

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isa webb 22 de julho de 2014 - 18:06

Gente, aqui na Inglaterra eh a mesma coisa. Eu tenho 63 anos e estou pagando quase 300 libras POR MES!!! . O plano nao eh o melhor. Eles so pagam operacoes ou tratamento especifico se a espera por tratamento na saude publica leva mais de 6 semanas. Toda vez, voce tem que pedir a secretaria do especialista para ligar para o hospital onde o tratamento esta disponivel e perguntar o tempo da lista da espera. UM ABSURDO, mas nao tem jeito pois como tenho certos problemas medicos, fica muito dificil trocar de plano.

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