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Aos 63 anos, morre a jornalista Beatriz Thielmann

Por Maya Santana

A jornalista sofria tratava de um câncer, descoberto em 2010

A jornalista tratava de um câncer, diagnosticado em 2010

Dedico aqui neste espaço a minha homenagem a Beatriz Thielmann, amiga querida que se foi neste domingo. Um choque! Em 2010, tínhamos uma amiga comum, a jornalista Valéria Sffeir, que estava doente. Beatriz passava na casa de Valéria todas as noites, depois do trabalho. Na mesma época, também foi diagnosticada com câncer. Desde então, vinha se tratando em São Paulo. Neste 29 de março, foi vencida pela doença.

Leia o artigo publicado por O Globo:

A jornalista Beatriz Thielmann, da TV Globo, morreu em São Paulo neste domingo. A repórter tinha 63 anos e lutava contra um câncer. Ela deixa dois filhos. Com mais de 30 anos de carreira, Beatriz Theilmann cobriu importantes momentos do país, como a promulgação da Assembleia Nacional Constituinte, em 1988, a eleição e morte de Tancredo Neves, a implantação do Plano Cruzado, a Eco-92, os Jogos Pan-Americanos e a visita do Papa Francisco ao Rio.

A primeira escolha profissional foi o curso de direito, mas, depois de dois anos, trocou pelo de jornalismo. No final de 1982, Beatriz ficou sabendo que a Globo abriria uma vaga de editor de texto. Entrou para o estágio e acumulou duas funções. Uma no jornal impresso e outra na TV. Na TV Globo, passou pelo Bom Dia Brasil, Jornal da Globo, Jornal Nacional, Globo Repórter, além da GloboNews. Cobriu diversas áreas, entre cidade, economia e política.

Beatriz Helena Monteiro da Silva Thielmann foi a primeira repórter da TV Globo a entrevistar Fidel Castro, em 1987. Ela viajou junto com o ministro das Relações Exteriores na época, Abreu Sodré, e mais uma equipe de sete jornalistas e colunistas. Era a única repórter de televisão. A jornalista também acompanhou, por quase 20 dias, uma viagem do então presidente da República, José Sarney, à União Soviética e ao Leste Europeu.

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Em 2003, escreveu o livro “De mulheres para mulheres” com a médica Odilza Vidal, contando o que a medicina apresentava de novo para a vida da mulher depois dos 40 anos. Beatriz também roteirizou e dirigiu dois documentários. Um foi “O Bicho Dá. O Bicho Toma”, em 2005, a convite da ONG Renctas, que luta pela preservação dos animais silvestres. O outro foi em 2007, “Vento Bravo”, documentário sobre a história musical de Edu Lobo, que dirigiu em parceria com a jornalista Regina Zappa.

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2 Comentários

Ana Marcia Ribeiro da Silva 31 de março de 2015 - 16:29

Profissional Competente. Gostava de vê-los no jornal. Vai deixar saudades pela pessoa humana que era!

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Ana 30 de março de 2015 - 09:00

Um choque, receber a notícia que Beatriz morreu. Não a conhecia intimamente, mas dividíamos vários amigos. Eu gostava muito dela, ótima profissional, guerreira.

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