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Aos 67, Regina Duarte faz “Gata Velha Ainda Mia”

Por Maya Santana

A atriz vive escritora reclusa e bipolar em novo filme

A atriz vive uma escritora reclusa e bipolar em novo filme

A atriz Regina Duarte está de volta ao cinema, agora fazendo o papel de uma escritora que não está bem da cabeça, no filme “Gata Velha Ainda Mia”. Nesta entrevista que deu à Folha, Regina diz que atuar neste filme foi algo diferente de tudo que já fez em meio século de carreira. E que ser filmada sem maquiagem mexeu com ela: “Quando vi minha primeira cena, eu disse não posso ver, meu ego não aguenta. Me achei horrorosa”, diz a atriz que está com 67 anos de idade.”

Leia a entrevista:

Regina Duarte atravessa a avenida Paulista. O vento abre seu casaco: “Estou parecendo o Dick Tracy”, afirma. Descendo a rua Augusta, sorri para uma moça que a reconhece: “Fiz um sorriso de gata velha”. Aos 67 anos, a atriz protagoniza o filme “Gata Velha Ainda Mia”, com estreia marcada para dia 15 de maio.

Ela interpreta Gloria Polk, uma escritora reclusa e louca que abre sua casa para ser entrevistada por uma jornalista (Bárbara Paz). No encontro, as duas desenvolvem uma relação paranoica. O suspense, de orçamento baixo (R$ 150 mil), é o primeiro longa dirigido pelo ator e autor teatral Rafael Primot.

O filme deve entrar em cartaz no próximo dia 15 de maio

O filme deve entrar em cartaz no próximo dia 15 de maio

No papel, Regina dança sensualmente com turbante à la Porcina, fuma um cigarro atrás do outro e, com entonação sinistra, murmura para a outra: “Gato Mia? Você tem que responder ‘miau’!”.

Com mais de 50 anos de carreira, Regina é matéria-prima recorrente nas piadas da internet: uma hora é fotografada vestida de forma bagunçada no aeroporto, carregando várias bolsas de mão, outra hora são vídeos que se espalham por redes sociais nos quais ela dança ou promove toalhas em um bazar.

Nesta entrevista, disse não ligar para isso. Mas mostrou ligar, ainda, para aquela história do “medo”: pediu para não responder sobre a sua participação nas eleições de 2002, quando afirmou na TV temer a vitória de Lula. “Há 12 anos me perguntam isso.”

Folha – Por que embarcou neste projeto alternativo?
Regina Duarte – Eu tinha recebido o texto, como se fosse uma peça. Minha filha e eu estávamos procurando alguma coisa para fazer no teatro. Dei uma olhada rápida, gostei. A Gabi disse: ‘Vamos fazer logo antes que a Sorrah passe na nossa frente outra vez’. A Renata Sorrah é a rainha de chegar aos agentes das boas peças antes. A danadinha é rápida! Aí o Rafael [Primot, o diretor] um dia me liga para a leitura de um filme que ele escreveu. Nunca podia imaginar que era a mesma obra. Clique aqui para ler mais.

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