Aos 68 anos, Eric Clapton lança um novo álbum

Por Maya Santana
Um dos maiores guitarristas que o mundo conheceu

Um dos maiores guitarristas que o mundo completa 50 anos de estrada

Gabriel Vituri

Quase três anos se passaram desde que Eric Clapton lançou seu último álbum. Nesta semana, o ‘slowhand’ voltou. Desde que assumiu que seguiria em carreira solo, em 1970, Clapton nunca esperou mais de cinco anos para jogar um trabalho seu no circuito.

Divulgado oficialmente no último dia 12, o novo álbum solo do guitarrista chegou aos ouvidos de seu público sem muito alarde (a foto da capa, um pouco displicente, gerou alguns comentários maldosos na internet sobre o seu gosto duvidoso, vale ressaltar). Em Old Sock, Clapton procurou selecionar faixas que significassem algo para ele mesmo. Escolhido a dedo, o repertório desfila músicas que o influenciaram por toda a vida, passando por gêneros dos quais ele, em algum momento, já usufruiu – do reggae ao soul, do rock ao blues.

Além das duas inéditas (Every Little Thing e Gotta Get Over), Clapton mistura em Old Sock obras de Gary Moore, Taj Mahal, Gershwin, Otis Redding e Peter Tosh. Para os mais fanáticos, haverá também uma edição de luxo, limitada em mil cópias, com uma faixa extra (No Sympathy) e outros mimos para colecionadores – um livreto com fotos, letras e um cartão USB com os arquivos das gravações em alta qualidade. O tom de ‘encontro entre amigos’, personalista, fica ainda mais evidente quando se lista os convidados especiais para a gravação: JJ Cale, parceiro no disco The Road to Escondido e quem um dia lhe rendeu seu hit Cocaine; Steven Winwood, organista e colega na sessentista Blind Faith; e Paul McCartney, fazendo o baixo bem marcado e a segunda voz no standard All of Me.

Acima de tudo isso, o disco coincide com outro marco da carreira do guitar-hero: os seus 50 anos de estrada, que serão comemorados a partir de hoje com o início de uma turnê mundial. Haverá shows por várias cidades nos Estados Unidos, incluindo aí o Crossroads Guitar Festival, em Nova York, do qual também devem participar BB King e Buddy Guy, por exemplo. Depois disso, segue para a Europa e toca na Alemanha, Polônia, Irlanda e Áustria, entre outros. Faz ainda uma série de apresentações no Royal Albert Hall, em Londres, onde apareceu pela primeira vez na década de 1960, com os Yardbirds. Dessa vez, porém, ele desabafa: turnês mundiais já não fazem mais parte de seus planos.

Apesar de não ser um homem de entrevistas, Eric Clapton abriu o jogo para a edição norte-americana da revista Rolling Stone e revelou estar exausto. O cansaço, ele explica, tem mais a ver com as burocracias envolvidas em uma grande turnê. As longas viagens, os trâmites de imigração e as incontáveis revistas nos aeroportos são queixas comuns de artistas que acumulam décadas de carreira e, somadas aos 67 anos de idade do ‘slowhand’, não chegam a surpreender. Leia mais no Estadão.


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