Aos 70 anos, Marília Pêra diz se sentir com 35

Por Maya Santana
A atriz dos múltiplos talentos

A atriz dos múltiplos talentos

Marília Pêra está  completando 70 anos nesta terça-feira e não pretende celebrar em grande estilo. A razão, segundo ela, são os trabalhos. No teatro ela dá vida a protagonista do musical “Alô, Dolly”, em cartaz no Rio, na televisão ela interpreta a maquiadora alcoólatra, Darlene, do humorístico “Pé na Cova” que estreia quinta-feira.

Em entrevista ao UOL, Marília brincou dizendo que “é horrível fazer 70 anos”, mas em seguida explicou: “Vou completar 70 anos da mesma maneira que sempre vivi: trabalhando sem parar. Vai ser um dia como qualquer outro, mas claro que sinto orgulho da minha idade, mas é engraçado, na minha cabeça me sinto com 35, 40 anos”.

Dona de uma forma física impecável, Marília ressaltou que desde o tempo de bailarina se habituou ao exercício físico. “Quanto mais o tempo passa, mais você precisa exercitar o esqueleto. Eu não me deixo engordar”, ressaltou ela dizendo que não teme a morte, mas faz o que pode para retardá-la.

“Nos últimos anos eu tenho ido a tantos enterros, velórios, missas de sétimo dia. Tantos amigos queridos morrendo. É um sinal da vida avisando que todo mundo vai morrer”, opinou ela. “Tento viver o presente e ser feliz hoje”, disse Marília. Leia a entrevista:

UOL – Você está fazendo 70 anos, qual a sensação?

Marília Pêra – É horrível (risos).  Vou completar 70 anos da mesma maneira que sempre vivi: trabalhando sem parar. Vai ser um dia como qualquer outro, mas claro que sinto orgulho da minha idade, mas é engraçado, na minha cabeça me sinto com 35, 40 anos.

No prólogo de “Pé na Cova”, o Miguel Falabella diz que todo homem após os 50 anos precisa lidar com a finitude de seus dias. Com você aconteceu o mesmo?

Em 1973 eu fazia uma personagem que dizia para a plateia: “Todos vocês vão morrer”. O público reagia esquisito e eu não me preocupava com aquilo, eu achava que a morte era uma coisa que acontecia com pessoas mais velhas, mas nos últimos anos eu tenho ido a tantos enterros, velórios, missas de sétimo dia. Tantos amigos queridos morrendo. É um sinal da vida avisando que todo mundo morrer.  É uma coisa horrível, mas é a verdade. Eu tento retardar porque a vida esta aí e é boa, oferece muitas possibilidades. É um privilégio estar viva. Ser feliz é minha meta e, dentro do possível, fazer felizes as pessoas que estão ao meu redor. Leia mais clicando aqui http://migre.me/cVWYq

Veja a atriz em Alô Dolly, musical no qual ela contracena com Miguel Falabela:


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