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Aos 74 anos, ele é o banqueiro mais rico do Brasil

Por Maya Santana

Herdeiro de um clã marcado pela habilidade de multiplicar dinheiro, Safra tem hoje uma fortuna de 15,9 bilhões de dólares

Herdeiro de um clã marcado pela habilidade de multiplicar dinheiro, Joseph Safra tem hoje uma fortuna de 15,9 bilhões de dólares

Itaú e Bradesco podem ser os maiores bancos do país em varejo, e os mais populares, mas a fortuna de seus donos ainda está longe de alcançar a do banqueiro brasileiro mais rico. Aos 74 anos, Joseph Safra, do Banco Safra, acumula um patrimônio de 15,9 bilhões de dólares – valor que corresponde a pouco menos da metade de todo o patrimônio concentrado na mão dos banqueiros do Brasil, de 34,45 bilhões de dólares.

Na lista de bilionários brasileiros mais ricos, segundo a Forbes , Jorge Paulo Lemann trocou de lugar com Eike Batista na primeira posição, mas nada abalou Joseph do segundo lugar entre os mais ricos do país. Ao contrário da maioria dos outros banqueiros do Brasil, como as herdeiras do fundador do Bradesco e a família Villela, da Itaúsa, Safra não viu sua fortuna reduzida de um ano para o outro. Sua história dá alguns indícios de como ele conquistou tal proeza.

Edmond Safra, irmão de Joseph, morreu em um incêndio em seu apartamento, em Mônaco

Edmond Safra morreu em um incêndio em Mônaco

Filho de uma família judia com origem na Síria, José (como gosta de ser chamado) nasceu no Líbano em 1938 e só chegou ao Brasil em 1962 – apenas anos depois se tornou brasileiro naturalizado, motivo pelo qual ele aparece no ranking da Forbes entre os brasileiros. Herdou da família, além do apreço pelo conservadorismo, a habilidade de multiplicar dinheiro.

Desde o século XIX, o clã Safra é formado por banqueiros, todos judeus halabim, uma das mais renomadas classes mercantis do Oriente Médio de comerciantes e empresários de vários ramos. Os primeiros Safra trocavam dinheiro e forneciam crédito, mas o primeiro banco da família foi aberto em Beirute pelo pai de Joseph, Jacob Safra, na década de 20. Jacob casou-se com Esther, sua prima, e com ela teve oito filhos.

Moise Safra, o terceiro dos irmãos

Moise Safra, o terceiro dos irmãos

Três deles, Edmond, Joseph e Moise, seguiram a profissão. Naturalizados brasileiros, eles se tornaram, aos poucos, banqueiros de renome internacional, sendo que o primogênito, Edmond, trabalhou no banco do pai desde os 16 anos e vendeu sua parte aos irmãos para abrir outros bancos sozinhos. Acumulou uma fortuna bilionária até ter uma morte trágica, em Mônaco, onde vivia com a esposa Lily Safra (ex-dona do Ponto Frio). O banqueiro foi morto em um incêndio dentro de sua própria casa, em 1999. A suspeita é de que a tragédia tenha sido provocada por assaltantes, mas até hoje não se sabe ao certo o que teria acontecido.

A morte de Edmond desencadeou a briga entre os outros dois irmãos pela divisão da herança da família. Donos do banco Safra no Brasil, Joseph queria comprar a parte de Moise, mas eles não chegavam a um consenso sobre o valor do negócio. Depois de dois anos, fecharam um acordo: cinco bilhões de reais para Moise e o comando para Joseph. Continua em exame.com.br

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