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Uma amiga me enviou uma reportagem de página inteira, publicada pelo Estadão, com o seguinte título: “56% das mulheres com 40 anos ou mais admitem incontinência urinária.” Ela sabe que esse é um assunto que me interessa muito, pois pertenço a uma família em que quase todas as mulheres, inclusive eu, sofrem com o problema, herdado da minha mãe.
De maneira geral, as mulheres são muito mais afetadas pela incontinência urinária do que os homens. E, embora seja uma condição que incomoda milhões delas, é pouco falada. Muita gente acha de mau gosto comentar esse tipo de assunto. Mas é uma realidade que está aí e vai aumentar, porque o Brasil envelhece rapidamente.
Exercício providencial
Eu tenho 75 anos e há muito vinha sofrendo com os escapes de xixi, cada vez mais frequentes, na medida em que o tempo foi passando. Como não gosto de usar absorventes nem aquelas calças especiais, tinha que trocar de calcinha várias vezes por dia, pois nunca conseguia alcançar o banheiro a tempo. Chegou ao ponto de, ao me levantar durante a noite, o xixi já começar a escorrer. Uma situação não só anti-higiênica, mas extremamente desagradável. Passei a procurar exercícios na internet. Mas acabava deixando para lá.
Até que encontrei no Instagram este vídeo. Preste atenção ao exercício para fortalecer o chamado assoalho pélvico. E repita muitas vezes, sem preguiça. É o que estou fazendo já há uns três meses.:
Pratico o exercício religiosamente todo dia e com alegria, porque sinto que os movimentos fazem efeito e estão me deixando livre desse incômodo que, como informou o Estadão, afeta uma porcentagem enorme de mulheres. Isso foi mostrado por um estudo da Ipsos, empresa especializada em pesquisa de mercado. O estudo também revelou que 87% das mulheres que convivem com o problema nunca fizeram tratamento.
Para mim, foi um feito
Acho que o meu é um caso de sucesso, principalmente porque estou obtendo bons resultados sem o uso de qualquer medicamento. Apesar de já ter 75 anos, o exercício, feito com persistência todos os dias, deu resultado. Isso me surpreendeu. Achava que já era tarde para conseguir que o exercício fizesse efeito. Continuo me exercitando, claro.
Quando comecei a sentir o incômodo, lá no ínicio, muito tempo atrás, perguntei à minha ginecologista o que deveria fazer. Ela me aconselhou a fazer exercício, explicando que a cirurgia nem sempre resolve o problema. Só agora, no entanto, depois de tanto tempo, decidi seguir a orientação dela. E, pela primeira vez em décadas me sinto livre da incontinência urinária. Tenho me congratulado. Achei um feito!
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