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Aos 77, ela é a mais idosa com síndrome de down

Por Maya Santana

Olga Gums ao lado das sobrinhas. Embora tenha nascido no Brasil, ela não fala português

Olga Gums com as sobrinhas. Ela nasceu no Brasil, mas não fala português

As sobrinhas garantem que Olga Gums “leva uma vida saudável e alegre” e, às vésperas de completar 78 anos, tem uma saúde de ferro. Ela vive no Espírito Santo e, embora tenha nascido no Brasil, se comunica em pomerano – lingua falada numa região no norte da Alemanha e da Polônia – ao invés do português. Tudo que falam com Olga em português precisa ser traduzido para que ela entenda.

Leia o artigo publicado pelo Uol:

Olga Gums, de 77 anos, é a brasileira com síndrome de Down mais idosa do país. O recorde foi divulgado nesta quarta-feira (26) pela RankBrasil, que registra recordes brasileiros há mais de 14 anos. Ela superou Maria de Nazaré, reconhecida em 2010, aos 67 anos.

Nascida no dia 27 de maio de 1936, em Santa Maria de Jetibá, na região serrana do Espírito Santo, Olga Gums mora atualmente em um sítio no distrito de Aparecidinha, no município de Santa Tereza, na mesma região, e leva uma vida saudável e alegre, segundo sua sobrinha-neta Pollyana Hoffmamm Gums, filha de um dos sobrinhos de Olga.

Ela é alegre e tem saúde de ferro

Ela é alegre e tem saúde de ferro

Com dez anos a mais do que a antiga recordista, o segredo da vitalidade de Olga Gums, segundo a sobrinha, é a boa alimentação e a vida tranquila que leva. Durante o dia, Olga toca gaita, passa boa parte do tempo em sua cadeira de balanço localizada na varanda da casa, reza e recebe visitas. “Ela adora abraçar e beijar, é muito alegre. Quem a visita não deixa de trazer um pão doce da padaria, ela adora!”, conta.

Quanto à saúde de ferro, a sobrinha garante que qualquer limitação se dá mais pela idade do que pela síndrome. Enquanto fazia os últimos exames médicos para a realização de uma cirurgia de catarata até os médicos se surpreenderam com sua vitalidade. De acordo com a família, nem o exame do coração, nem o de sangue apontaram qualquer anomalia.

Segundo Pollyana, o único problema de saúde da tia-avó foi a catarata que a deixou cega de um olho, o outro conseguiu ser salvo após uma cirurgia que transcorreu tranquilamente. Conseguindo enxergar, a senhora identificou sua foto em um jornal local, entregue pela família.

“Fizemos de tudo para que ela fosse reconhecida. Eu vi que existia esse recorde no site do RankBrasil e me informei sobre como inscrevê-la. Chegamos a procurar apoio dos órgãos públicos, mas não tivemos sucesso. Foi então que amigos e familiares se mobilizaram para providenciar todos os papéis, pagar as taxas da papelada e, finalmente, enviar tudo para o reconhecimento. Mostramos a foto dela no jornal local e ela sorriu”, diz a sobrinha-neta.

Segundo Pollyana, a tia nasceu no município mais pomerano do país e é filha de pais pomeranos que vieram morar no Espírito Santo e se instalaram na região. Por isso, não fala português. “Ela nasceu aqui, mas só fala pomerano, como muitos. Tudo que é preciso falar em português é traduzido pela minha tia Sofia Gums que é sobrinha dela e é também quem cuida e mora com ela”. Clique aqui para ler mais.

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