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Aos 83 anos, morre Omar Sharif, uma lenda do cinema

Por Maya Santana

O ator em Lawrence da Arábia, filme que marcou uma época

O ator em Lawrence da Arábia, filme que o tornou famoso

Mal havia postado o artigo sobre os 35 anos da morte de Vinícius de Moraes quando me deparei com a notícia do ataque cardíaco fulminante sofrido por Omar Sharif, ídolo da minha geração – um dos homens mais bonitos já mostrados nas telas. Impossível se esquecer dele em Doutor Zhivago e Lawrence da Arábia. O ator morreu em um hospital do Egito, país onde nasceu.

Leia o artigo do El País:

Três lendas rodeavam o ator egípcio Omar Sharif: sua habilidade com as mulheres, seu mau-humor homérico e seus dias que começavam ao meio-dia. Todas estavam certas, e todas bem visíveis. Assim como seus gostos refinados, seu garbo e sua paixão pelo bridge. Toda essa sabedoria no viver e na atuação terminaram na tarde desta sexta-feira em um hospital do Cairo, onde a lenda do cinema faleceu aos 83 anos devido a um ataque cardíaco.

Qualquer entrevista com o ídolo implicava, primeiro, em esperar que o protagonista de Doutor Jivago, Che!, Funny girl, Os Cavaleiros do Buzkashi e dezenas de filmes egípcios, o homem que surgia da imensidão do deserto em Lawrence da Arábia, assinasse autógrafos para todo lado: até seus últimos dias manteve sua fama mundial. Nascido em Alexandria em 1932, estreou no cinema em 1954 com Shaytan al-Sahra, e quando a equipe de David Lean chegou ao Egito para rodar parte de Lawrence da Arábia, em 1962, seu papel do xeque Ali lançou-o no cinema mundial. Graças àquele drama ganhou um Globo de Ouro e sua única candidatura ao Oscar. O segundo Globo de Ouro resultou de outra colaboração com David Lean: Doutor Jivago.

Sharif falava um espanhol preciso: quando ganhou algum dinheiro trouxe sua família a Madri, e até a morte de sua mãe, em 1998, o ator passava longas temporadas na Espanha. “Não voltei porque me dói muito a lembrança. Embora tenha sobrinhos e sobrinhos netos madrilenhos”, recordava no festival de Granada em 2009. Ainda em Madri, no bairro de Salamanca, funciona a loja de camisas de algodão egípcio Sharif. Clique aqui para ler mais.

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1 Comentários

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lisa santana 18 de julho de 2015 - 22:39

Foi-se Omar Sharif. O deserto ficou mais árido.

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