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Aos 85, ele foi estudar inglês no Canadá. E adorou

Por Maya Santana

Durante o intercâmbio, Luis  viveu em uma república com estudantes bem mais jovens

No intercâmbio, Luis viveu em uma república com estudantes jovens

Eu adoro a história desse senhor. Ao invés de se render à doença, depois dos 70 anos, quando se aposentou, ele partiu para enfrentar a vida de peito aberto. O resultado dessa intrepidez é fantástico: aos 85 anos, com saúde de ferro, participou de um intercâmbio no Canadá. Durante três meses, estudou inglês, convicto de que aprender uma nova língua aumenta a capacidade do cérebro de pensar e afasta as teias de aranha cerebrais. A história está neste artigo do Zero Hora.

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Ele lembra da Segunda Guerra Mundial como se tivesse acontecido na semana passada. Brinca com os netos, caminha todos os dias e, em 2014, foi intercambista de inglês. Luis Angelo Giacobbo se aposentou com 70 anos. Três meses depois sofreu um AVC e teve todo o lado esquerdo do corpo danificado. O susto fez ele entender que parar iria fazê-lo adoecer outras vezes e ele ainda não se sentia pronto para abandonar o desejo de viver.

O cérebro de Giacobbo funciona como uma casa, com móveis e dividido. É ele quem faz essa comparação e diz que, assim como mudamos as coisas de lugar para renovar o lar, ele está sempre aprendendo algo novo para fazer o cérebro funcionar melhor.

– Se eu ficasse parado no mesmo lugar, cercado apenas pela televisão, logo não conseguiria acompanhar nem as imagens do aparelho. Eu sairia fora do mundo. Tenho 85 anos e sou muito saudável. Eu procuro formar sempre novas conexões cerebrais para me afastar daquele “médico alemão”.

O alemão em questão é o Alzheimer. Os danos do AVC estão bem melhores, fruto da dedicação à fisioterapia e aos exercícios. Giacobbo lê sobre neurociência para entender como pode manter o cérebro ativo e estudar inglês foi uma das formas de garantir uma nova mudança nos seus móveis cerebrais.

Durante três meses, em 2014, estudou inglês com outros 400 alunos de todo o mundo em Vancouver, no Canadá. Viveu na república de uma família filipina que morada há 30 anos no país com outros cinco estudantes.

– Eu era o vovô da turma. Mas eu não estava lá para contar coisas do passado. Quem vive do passado é velho e eu sou como eles, jovens que olham sempre para frente.

No meio de árabes, libaneses, neozeolandeses, brasileiros e estudantes de diferentes países, aprendeu inglês discutindo, em sala de aula, a cultura de cada um.

– Estudar um novo idioma sempre foi um sonho. Acredito que ficamos velhos quando pensamos em ficar velhos. Velhos não têm planos de vida e eu tenho e quero executá-los. Quando viajamos nessa idade mais avançada o certo não é ensinar ou criticar outras culturas, mas aproveitar tudo de novo que teremos contato.

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1 Comentários

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Ana 27 de janeiro de 2015 - 20:44

Se a pessoa tem os meios necessários para viajar, deve mandar bala. Ainda + para aprender uma língua.

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