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Brasil perde Ferreira Gullar, um de seus maiores escritores

Por Maya Santana

O grande poeta maranhense morreu neste domingo, 4 de dezembro, de complicações pulmonares

O grande poeta maranhense morreu neste domingo, em um hospital do Rio, de complicações pulmonares

Maya Santana, 50emais

O Brasil perdeu neste domingo, 4 de dezembro, um de seus maiores intelectuais, o maranhense Ferreira Gullar,86 anos, poeta, ensaísta, crítico de arte, dramaturgo, biógrafo, tradutor e memorialista, morto em um hospital no Rio de Janeiro de complicações pulmonares. Para dar a dimensão cultural de Ferreira Gullar basta dizer que, em 2002, ele foi indicado por nove professores dos Estados Unidos, Brasil e Portugal para o Prêmio Nobel de Literatura. Essa é mais uma enorme perda para todos nós neste 2016 tão turbulento.

Leia:

Nascido José de Ribamar Ferreira em São Luís (MA), em 10 de setembro de 1930, Ferreira Gullar foi um dos maiores escritores brasileiros do século XX. Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL) em 2014, ocupando a cadeira nº 37.

Cresceu em sua cidade natal e decidiu se tornar poeta na adolescência. Com 18 anos, passou a frequentar os bares da Praça João Lisboa e o Grêmio Lítero-Recreativo da cidade. Aos 19 anos, descobriu a poesia moderna depois de ler Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira.

O perfil de Gullar no site da ABL informa que, inicialmente, o escritor “ficou escandalizado com esse tiop de poesia”, mas mais tarde aderiu ao estilo, tornando-se “um poeta experimental radical”. Certa vez, ao comentar o período, afirmou: “Eu queria que a própria linguagem fosse inventada a cada poema”.

Nessa época, trabalhou no volume de poesia “A luta corporal” (1954), que o lançou no cenário nacional. Essa obra que resultou de “uma implosão da linguagem poética” é associada ao surgimento da poesia concreta. Gullar, porém, romperia com o grupo mais tarde, passando a fazer parte do movimento neoconcreto, ao lado de artistas plásticos e poetas do Rio.

Foi Gullar quem escreveu o manifesto que marcou a aparição, em 1959, do movimento neoconcreto, do qual também foram expoentes artistas como Lygia Clark e Hélio Oiticica. No mesmo ano, saiu o ensaio “Teoria do não-objeto”, outro texto fundamental do movimento.

Dentre as obras neoconcretas de Gullar, destacaram-se o “livro-poema”, o “poema espacial” e “poema enterrado”. Clique aqui para ler mais.

Veja ele neste vídeo, lúcido, verdadeiro, inteiro :

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1 Comentários

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