
50emais
A atriz Suely Franco chega aos 86 anos vivendo um momento dos mais especiais na televisão brasileira: reconhecimento artístico, novos projetos e protagonismo em uma discussão importante sobre envelhecimento ativo, sem invisibilidade.
Depois de emocionar o público na novela Dona de Mim, exibida pela TV Globo entre 2025 e início de 2026, Suely recebeu o Prêmio APCA de Melhor Atriz de Televisão por sua interpretação de Rosa, personagem que enfrentava os primeiros sinais de Alzheimer.
A atuação virou um dos assuntos mais comentados da teledramaturgia recente. Críticos destacaram justamente a delicadeza com que a atriz tratou o tema da memória e do envelhecimento. Mas a vida de Suely fora da ficção também ajuda a explicar parte dessa vitalidade.
Palavras cruzadas
Quem acompanha os bastidores da atriz conhece um hábito antigo: as palavras cruzadas. Nos intervalos de gravações e compromissos profissionais, ela costuma recorrer aos jogos de raciocínio como forma de relaxar e manter a mente em atividade. O costume ganhou ainda mais atenção após sua personagem abordar justamente questões ligadas à memória.
Especialistas explicam que estímulos cognitivos frequentes podem colaborar para a manutenção das funções cerebrais ao longo do envelhecimento. Leitura, escrita, aprendizado constante, convivência social e desafios mentais fazem parte desse conjunto de cuidados. Nenhuma atividade isolada previne doenças neurodegenerativas, mas a ciência já reconhece que um cérebro estimulado tende a preservar melhor suas conexões.
Em plena atividade
Em maio de 2026, Suely Franco continua trabalhando intensamente. Além do reconhecimento pela novela, a atriz passou a integrar um grupo restrito de artistas veteranos com contrato permanente na Globo, segundo informa a imprensa especializada.
Leia também: A beleza de continuar brilhando em cena aos 81
Ela também segue ligada ao teatro e ao cinema. Seu nome vem sendo associado a novos projetos audiovisuais iniciados neste ano, reforçando uma trajetória que atravessa mais de seis décadas de carreira. A longevidade artística chama atenção justamente porque não aparece acompanhada de nostalgia. Suely não ocupa apenas o lugar da memória afetiva do público. Continua produzindo.
Público quer ver
Existe um movimento crescente na televisão e no cinema brasileiros por narrativas que representem pessoas mais velhas de maneira mais realista e menos caricata. A própria repercussão de Dona de Mim mostrou isso. O público se conectou a uma personagem madura, complexa, inteligente e emocionalmente potente.
Suely Franco tornou-se símbolo dessa discussão ao lado de outras grandes atrizes brasileiras que continuam defendendo espaço para artistas idosos em novelas, séries e filmes.
Saúde mental e autonomia
Os Princípios das Nações Unidas para as Pessoas Idosas defendem participação ativa, autonomia e oportunidades de realização pessoal durante o envelhecimento. A história de Suely Franco traduzr isso na prática.
Leia também: Carla Madeira, a mineira que se tornou um fenômeno na literatura
Ela segue trabalhando, aprendendo textos, participando de projetos novos e cultivando hábitos que estimulam a concentração e a memória. Nada disso transforma o envelhecimento em uma obrigação de produtividade eterna. Mas mostra que idade não precisa significar apagamento.
Leia também: Você conhece Paulinho da Costa? É o músico brasileiro mais influente no mundo





