fbpx

Aos 90, ela é a crítica de teatro mais temida do país

Por Maya Santana

Muito respeitada, Bárbara Heliodora é símbolo de erudição

Muito respeitada, Bárbara Heliodora é símbolo de erudição

Uma frase escrita por ela tem poder de fogo – para o bem ou para o mal. Quem foi foco de tais palavras que o diga. “Lá do <a href=”http://imgsapp.divirta-se.uai.com.br/#” rel=”nofollow”>palco</a>, a gente vê de longe aquela cabeleira branca. E treme”, confessa a atriz Drica Moraes. Afinal, quem não tem medo de Bárbara Heliodora? Prestes a completar 90 anos, ela é a crítica de teatro mais temida do Brasil.

Curiosamente, há controvérsias sobre a famosa dona Bárbara. Quando o assunto é William Shakespeare, dificilmente se encontrará alguém no Brasil com tamanha autoridade para falar sobre o Bardo. Nesta hora, a mestra nada tem de durona. Embora o rigor seja quase marca registrada, ouvi-la discorrer sobre as dinastias inglesas ou sobre a genialidade do <a href=”http://imgsapp.divirta-se.uai.com.br/#” rel=”nofollow”>dramaturgo</a> ofusca totalmente a persona mal-humorada.

Defensores de um novo olhar crítico para o <a href=”http://imgsapp.divirta-se.uai.com.br/#” rel=”nofollow”>teatro</a> contemporâneo acusam Bárbara Heliodora de manter postura personalista, sem aprofundar a reflexão sobre novidades que companhias, diretores e autores encenam atualmente. Mesmo assim, concordam: o interesse dela por seu objeto de análise é inquestionável. É daí que vem o respeito.

Uma das maiores especialistas do Brasil em Shakespeare

Uma das maiores especialistas do Brasil em Shakespeare

Quando pensa na figura de Bárbara Heliodora, a mineira Inês Peixoto imediatamente abre um sorriso. “Tenho um caso tão engraçado com ela…”, deixa escapar a atriz do Grupo Galpão. Rir também é a reação do ator mineiro Alexandre Cioletti ao se lembrar da experiência de ter sido criticado por ela: “Nunca na minha vida vou esquecer aquela frase. Hoje, já superei. Mas foi duro”.

Ao lado de Débora Falabella, Alexandre Cioletti interpretava Paulo, personagem de ‘A serpente’, de Nelson Rodrigues, sob a direção de Yara de Novaes. O ator ainda se lembra do burburinho nos bastidores quando veio a notícia de que Bárbara Heliodora estava na plateia. “Foi aquele frisson. A gente finge que não está nem aí, mas dá medo. Não tem jeito de não sentir assim”, conta. Dias depois, o baque. “Ela acabou comigo. E eu pensava: não é possível. Bárbara Heliodora tem que ser respeitada por sua história, mas ouso dizer: ela não estava certa.”

Uma das criadoras da peça ‘Hysteria’, a paulista Sara Antunes, ex-integrante do Grupo XIX de Teatro, também experimentou episódio de superação envolvendo Bárbara. “Ela sempre elogiou as peças que fiz. Então, quando foi ver ‘Sonhos para vestir’, eu não tinha pavor de suas críticas ou algo assim. Era alguém que, a princípio, gostava do meu trabalho. E abusei. Tive a ousadia de querer interagir com ela”, revela a atriz.  Leia mais em <a href=”http://migre.me/fHxjA”>uai.com.br</a>

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

18 − 16 =